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17 fevereiro 2013

Sabonete artesanal

SEUS GULOSOS! Não serve para comer. É sabonete artesanal que eu fiz, pela primeira vez, ontem. Agora tenho que esperar 4 semanas até que complete o processo de cura. Azeite, óleo de coco e chá verde. Depois mostro como ficou. ;-)

DON'T EAT IT! It is handmade soap. I made it yesterday and it will be ready for use in 4 weeks. Olive oil, coconut oil and green tea.

25 outubro 2012

Porque sim! - Álbum de Fotografia Digital

O meu primeiro livro de fotografia está editado e disponível para venda, no formato impresso e no de e-book para iPad.
Abaixo, é possível espreitar as 15 primeiras das suas 60 páginas e aceder ao site para comprar.
Agradeço todas as opiniões e comentários. :-) E-book - 0,99€ Capa mole - 19,95€ Capa Dura - 35,94€

02 janeiro 2012

Feliz Ano Novo!!

Que em 2012 os repuxos de alegria consigam sempre suplantar as ondas de dificuldade ou de tristeza. 
Bem hajam! 

(Veja meu álbum de fotos aqui. )

12 janeiro 2011

Colegas Professores, paremos para pensar no que nos está a acontecer.

Hoje escrevi isto num email de trabalho a um colega que, entre assuntos de trabalho, ia desabafando o cansaço e a desilusão, como eu também tenho muitas vezes necessidade de fazer.

"Não te deixes afogar pelo cansaço ("diz o roto ao nu") e tenta proteger-te o melhor que puderes. É preciso que todos nós (professores, essencialmente) olhemos com atenção para o que nos está a acontecer porque, aparentemente, já todos achamos normal estar a trabalhar até às tantas da manhã ou, por sistema, acordar de madrugada para fazer o trabalho da escola, depois passar lá o dia todo, dormir pouco e não prestar aos nossos filhos a atenção e o tempo que lhes é devido. E isso não está certo. É imoral. Qualquer patrão do privado seria severamente julgado pela lei se impusesse tal ritmo de trabalho aos seus funcionários."

A verdade é que a muitos dos meus colegas, passa-lhes pela cabeça o mesmo que a mim:
"Neste momento, em que finalmente me sento, mas não para descansar, porque ainda tenho que preparar as aulas de amanhã, só me ocorre dizer: é urgente eu mudar de profissão. Esta não serve à minha vida familiar nem à minha vida pessoal (no sentido mais singular e individual da palavra).
Não é uma queixa nem uma lamúria. É apenas uma constatação."
(escrevi isto do num mural de facebook um dia destes).

04 junho 2010

"O meu Tesouro" dele - O portefólio do meu filho



Na passada semana assisti à conferência “O meu Tesouro – O portefólio como instrumento de avaliação” proferida pela Professora Margarida Neto. O portefólio que o AL (o meu filho, agora com 5 anos) agora está a construir, foi iniciado no ano passado e o que aprendi na conferência levou-me a fazer a reflexão que aqui apresento.

Apesar de não trazer o portefólio para casa com frequência (é-nos dito que podemos e devemos fazê-lo), é sempre uma delícia folheá-lo. Está muito bem organizado e grande parte das actividades que ele realiza na escola estão lá documentadas. As fotos que as ilustram e os textos que contextualizam a actividade e que fazem a sua integração curricular fazem-me, muitas vezes, sentir que quase estou lá na sala com o meu filho a vivenciar aquela experiência.

Ao ver com atenção página a página, percebe-se o empenho de quem trabalha com estes meninos, a qualidade do seu trabalho e a variedade de experiências, sensações e aprendizagens que proporcionam às crianças que acompanham.

De tudo o que posso encontrar no portefólio, aquilo de que mais gosto, para além dos trabalhos realizados pelo meu rebento é, sem dúvida, a transcrição das frases ditas por ele e os vídeos onde o posso ver “em acção”.

O portefólio é, como foi dito na conferência, uma colectânea de evidências? Sim. Pais, professora e aluno, cada um verá nele as evidências que puder e quiser. Para mim, é desde logo evidente que o AL está muito bem acompanhado por diversos profissionais, que se empenham o mais que podem no seu trabalho. Também é evidente que ele tem progredido: fala com à vontade quando expõe algo ao grupo, já faz desenhos de bonecos com dedos nas mãos (coisa que não fazia no início do ano) e atira-se para a água sem medo.

Enquanto colectânea de evidências é um instrumento de ensino-aprendizagem? Sim. À medida que vai sendo construído leva o aluno e o professor a reflectirem sobre os elementos que lá são colocados por cada um deles. Cria oportunidades de comunicação próxima e exclusiva entre os dois, o que permite à professora perceber o aluno em diversos aspectos que não consegue quando trabalha com o grande grupo. E também dá a oportunidade à criança de desenvolver a sua capacidade de reflexão e de comunicação, quer quando explica as suas escolhas à professora, quer quando partilha o seu trabalho com os colegas.

E então e o Encarregado de Educação? Não cabe neste tópico do “ensino-aprendizagem”? Não reflecte? Sim, reflecte. É isso mesmo que estou a fazer enquanto escrevo este documento. E sim, ensino e aprendo enquanto me envolvo com o meu educando nas tarefas propostas pela professora e que são posteriormente incluídas no portefólio.
Enquanto colectânea de evidências, o portefólio é um instrumento de avaliação? Sim. O aluno pode percorrer as suas páginas, e em cada um dos momentos que o fizer ao longo da sua vida vai auto-avaliar-se de uma forma diferente. O professor, que está na origem da criação do portefólio e na origem do projecto desenvolvido na sala de aula, saberá que evidências colher e que ilações retirar delas acerca do grau de desenvolvimento do aluno nas suas mais variadas vertentes. Eu, mãe (e portanto, suspeita enquanto avaliadora do meu filho), saberei apreciar os trabalhos dele e alvitrar uma opinião sobre o grau de desenvolvimento dele. Poderei também conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela educadora na sala de aula e valorizá-lo ainda mais do que o faria se não tivesse acesso ao que está registado no portefólio. Na verdade, por vezes sinto que o portefólio é mais um registo de evidências da actividade da professora e da instituição que representa, do que propriamente da actividade do meu educando.

O que é que lá falta, então? Falta-me um feedback. Falta-me a confirmação, a contradição ou o complemento à avaliação que eu, enquanto mãe, faço quando leio o portefólio do meu filho. Falta-me saber se o meu educando responde, ou não, à altura, daquilo que é esperado dele na faixa etária em que se encontra. E isso, não só em termos cognitivos, mas também no aspecto social e emocional, já que a formação dele, nesta altura da sua vida nestas áreas, é tanto ou mais importante que a anterior.

Então, mas a família não ensina a criança a estar em sociedade? Sim, ensina-a a estar em família e a estar com a família noutros lugares. E ensina-a também a gerir as emoções que são vividas com e na família. Estar na escola, perante professores e colegas é diferente porque lhe proporciona outras situações de vivência, com complexidade e estrutura diferentes. O aluno deve levar de casa a noção da boa educação e do respeito para com os outros, mas será na escola que aprenderá a trabalhar em equipa com os seus pares e a responder em situações de mais ou de menos stress em que lhe são pedidas tarefas específicas, individuais ou em grupo, com orientações concretas ou não, com ou sem tempo pré-determinado para a sua conclusão.

Se o portefólio for apenas uma colecção de evidências e um futuro álbum de recordações, poderá não fazer sentido a minha participação, enquanto mãe, nas actividades propostas e até a inclusão, por minha iniciativa, de outros elementos que retratem o comportamento, as novas descobertas, a aprendizagem e a forma como o meu filho ocupa o seu tempo quando está em família. Porque o portefólio será o álbum de recordações da escola e cá em casa fazemos os álbuns de recordações de família. Já se encararmos o portefólio como instrumento de avaliação, e reconhecendo eu que é importante que a educadora conheça a forma como funciona a família para melhor compreender o modo como age o aluno, então já considero importante que nele estejam patentes elementos que possam fornecer essas informações à educadora. Mas!... onde está a conclusão que é retirada pela educadora de todo o conteúdo do portefólio? É na educadora e na instituição onde trabalha que eu confio para ensinarem ao meu filho o que deve ser ensinado pela escola e para me devolverem um feedback sobre o grau de correspondência dele àquilo que lhe vai sendo pedido. Eu não tenho formação para saber avaliar isso, e nem sequer para saber, desde logo, o que é suposto cada criança conseguir fazer em cada idade.

Sim, está bem, nem todas conseguem tudo ao mesmo tempo, cada uma tem o seu ritmo. Mas ainda assim há aquelas que são denominadas de “sobredotadas” nesta ou naquela área e aqueloutras que são ditas de “necessidades educativas especiais”. E a qualquer mãe ou pai, em algum momento da vida do seu filho, surgem dúvidas sobre estes.

E estas dúvidas estão relacionadas com tantas áreas quantas aquelas em que a criança participa. O meu filho tem medo da água. Será capaz de aprender a nadar? O meu filho gosta de fazer umas palhaçadas a dançar, mas não me parece nada coordenado. Será que tem algum jeito para a dança? O meu filho sempre me pareceu muito pouco ágil nos movimentos, será normal que só há pouco tempo tenha aprendido a chutar uma bola? O meu filho parece ter alguma queda para as línguas ou, pelo menos, bom ouvido para os sons em geral. O que pensam disso os professores de música e de inglês? O meu filho parece ter sempre consigo alguma semente de zangado. A psicóloga que trabalha com ele, o que diz a isso? O meu filho já sabe ler e começa agora a dar os primeiros passos na escrita. Será que isso pode ser prejudicial para o futuro escolar dele?

Sim, claro que não pode ser tudo escrutinado num só ano lectivo, ainda mais estando a maioria dos profissionais que o acompanham apenas meia-hora por semana com os alunos e em grupo. De qualquer forma, seriam muito bem-vindas, para não dizer imperativas (sob pena de a instituição se mostrar apenas como um belo clube de guarda e de entretenimento das crianças), algumas observações ao longo do ano lectivo, de cada um dos profissionais que acompanham o meu filho, sobre a sua evolução e o seu grau de resposta às tarefas por eles propostas. Não gostaria de uma grelha estandardizada ou de uma check list de conteúdos e de competências, mas apenas de um comentário sobre em que é que ele evoluiu, o que é que não consegue fazer e/ou o que é que consegue fazer especialmente bem, onde é que eu, como mãe, posso ajudar a escola estimulando ou refreando mais esta ou aquela área, este ou aquele comportamento.

Quanto à hora de atendimento do Encarregados de Educação pela Educadora, já por várias vezes me ocorreu que seria bom que estivesse um determinado momento da semana reservado para esse efeito. Esse momento até poderia estar sujeito a marcação prévia, para que a educadora pudesse gerir o tempo de modo a não receber demasiados pais no mesmo dia e poder preparar atempadamente os elementos necessários e para que os pais soubessem que iriam ser recebidos com calma, com tempo e com a atenção necessária por parte da educadora para ouvir e para conversar. Sem interrupções dos miúdos (os nossos e os dos outros), dos outros pais e dos outros funcionários. Há assuntos que podem muito bem ser tratados na correria do dia-a-dia e entre um assoar de nariz e um apertar de sapatos, mas há outros que requerem mais serenidade.

Moral da história: Gostei muito de ter assistido e participado na Palestra sobre o Portefólio. Fez-me reflectir melhor sobre “o tesouro” do meu filho e sobre aquilo que eu espero da escola dele e dos seus intervenientes e ficarei satisfeita se esta reflexão contribuir também para a reflexão de outros.

05 fevereiro 2010

O blog do Joca

O Joca é um amigo de longa data. É um grande amigo. É um amigo especial. Especial por ser quem é e por ser como é.
O Joca teve a ousadia de largar tudo quanto tinha cá de seguro e adquirido e correr atrás do seu sonho, que é viver em África e dar o seu contributo à Terra e às Gentes que o viram nascer, em Moçambique. E agora lá está, a desenvolver o seu projecto e criou um site onde, esperamos nós - os seus amigos aqui abandonados : -) - virá a mostrar o que vai fazendo e acontecendo na sua vida.
Ele é muito tímido. Por enquanto só se atreve a colocar algumas das suas maravilhosas fotos. E só por elas já vale a pena espreitar.

01 dezembro 2009

Prenda de Natal para mães estafadas

No fim de semana passado, ao contrário do que tem sido habitual, o meu marido não teve que ir trabalhar. Como tenho andado muito cansada, pedi-lhe que no domingo de manhã, quando as crianças acordassem, se encarregasse delas para que eu pudesse dormir mais um pouco. Ele assim fez. Foi um querido, porque também ele tem trabalhado muito e precisa sempre de descansar.
Bom, o certo é que depois de acordar por volta das 8h, voltei a adormecer profundamente até depois das 11h. Já não me lembro de quando tinha feito isto pela última vez. Foi maravilhoso! Acordei com energias restabelecidas e com o humor e a paciência afinados.

Se por acaso conhecer alguma mãe estafada a quem pretenda oferecer prenda de Natal, pense na hipótese de lhe entregar um vale de babysitting onde se comprometa a tomar-lhe conta dos filhos durante uma tarde, um dia, uma noite ou um fim de semana para que a mamã possa desfrutar desse tempo. Ir às compras, à esteticista, ao cabeleireiro, ao cinema, passear, ler, dormir ou ficar deitada no sofá a ver televisão serão algumas das hipóteses. A mãe saberá melhor do que ninguém o que fazer com esse precioso tempo que lhe oferecem. Acredite que esse presente será recebido com grande regozijo.

08 agosto 2009

Descobri o Moodle!

(clicar na imagem)
Já no final deste ano lectivo frequentei uma acção de formação sobre o Moodle. Estou encantada!
Pretendo utilizá-lo com os meus alunos já no próximo ano lectivo. É que o Moodle permite-me não só a disponibilização de materiais online, como também me faculta uma comunicação mais fácil e prática com os alunos (por exemplo através dos fórums), permite-me receber os seus trabalhos via internet, saber quem acede à plataforma, ter e permitir aos meus alunos terem alguma privacidade relativamente aos comentários que adicionem, realizar tarefas interactivas e proceder à sua classificação no momento, etc., etc....
A seguir apresento um excerto do que escrevi no meu relatório de reflexão crítica que entreguei no final da formação.

"Hoje vão sendo cada vez menos os alunos que não podem aceder à internet em casa. Também vão sendo cada vez menos aqueles alunos para quem as palavras, login, download, upload, instalar, applet, etc. sejam estranhas ou lhes provoquem qualquer tipo de ansiedade. Este é um ponto fundamental para conseguir implementar ferramentas do tipo do Moodle com alguma facilidade e rapidez.

(...) o Moodle tem as seguintes vantagens:

· Não me impõe problemas de espaço para o armazenamento de ficheiros, havendo apenas o problema de não poder carregar para a plataforma ficheiros com mais de 16 Mb.

· Não preciso de ter conhecimentos de programação porque toda a dinâmica da plataforma é automática e já está construída e ao meu dispor. Só tenho de saber o que acontece quando utilizo cada uma das suas funcionalidades. (O que nem sempre é fácil, porque elas são muitas.) No entanto, os meus conhecimentos básicos e ínfimos de HTML têm-se revelado muito úteis para a formatação de alguns elementos que introduzo através dos códigos fornecidos pela Web e cujo aspecto com que surgem depois na minha página não corresponde ao que pretendo.

· O contacto com os alunos através da plataforma é muito fácil e eficaz, podendo ser feito em simultâneo com todos eles (quer comunicando em diferido utilizando os fóruns, quer comunicando em tempo real através do chat) ou podendo ser feito individualmente com apenas um aluno (através também do chat ou utilizando as ferramentas de envio de mensagens ou de correio rápido). Outra mais valia é que a informação veiculada pelos fóruns fica gravada e armazenada na disciplina, podendo ser consultada por todos a posteriori, com a vantagem de cada um poder dar o seu contributo, respondendo às questões colocadas ou emitindo a sua opinião sobre um determinado assunto que esteja a ser discutido.

· Posso carregar para a pasta de armazenamento de ficheiros do Moodle qualquer tipo de ficheiro e disponibilizá-lo para download. Além disso, muitos ficheiros podem ser visionados directamente no browser através da plataforma Moodle, sem necessidade de download por parte do utilizador: vários tipos de imagem, apresentações de slides (como as do powerpoint), documentos de texto (.doc e .pdf, por exemplo), vídeos, páginas da web, aplicações interactivas, aplicações java, escrita com símbolos matemáticos, citando aqueles que sei que funcionam e dos quais me consigo lembrar.

· O relatório e a estatística dos acessos à disciplina (quem acede, quando acede, que utilização faz dos materiais disponibilizados) é automática e quase em tempo real.

· O Moodle permite-me também “aplicar testes” interactivos aos alunos, mesmo sem a minha presença online em tempo real e devolver-lhes um feedback imediato sobre os seus resultados e progressos, quer através de mensagens de incentivo, quer através de uma classificação quantitativa. É o caso dos testes HotPatatoes e dos testes Moodle.

· Com o Moodle, a privacidade relativamente ao comum dos utilizadores da internet, está assegurada. Como administradora da minha disciplina posso controlar quem acede, que tipo de estatuto tem na utilização dos materiais disponibilizados e, inclusive, impedir ou alterar alguns conteúdos que eu considere impróprios e que tenham sido submetidos por um dos utilizadores. Além disso, há a possibilidade dos alunos submeterem trabalhos de modo a ficarem visíveis para todos os utilizadores da disciplina e também a de que só eu, como professora, os possa visionar.

Desvantagens do Moodle: assim de repente, não me consigo lembrar de nenhuma. É claro que a criação dos materiais e a sua disponibilização na plataforma requerem algum trabalho. Em alguns casos, trabalho árduo. No entanto, isso também acontece na preparação de outros tipos de aulas ou de materiais, provavelmente com menos vantagens. Além disso, e como já dei a entender no início deste documento, eu já estou habituada a este tipo de trabalho e disponível para experimentar outras ferramentas que venham a surgir.

Espero, em breve, utilizar muito pouco papel e gastar muito pouco dinheiro à escola em fotocópias. Bastará poder continuar a poder utilizar o Moodle ou uma ferramenta idêntica e que os alunos tenham, na maioria das aulas, a possibilidade de utilizarem um portátil e de gravarem ficheiros a partir dele para uma pen UBS.

Espero também vir a ter, a curto prazo, alguma disponibilidade para explorar melhor a construção de testes HotPatatoes e de Testes Moodle. Gostava também de experimentar a criação de Lições e de Books com o Moodle."

17 julho 2009

Constelações de ... Café!




Normalmente a arte abstracta não me fascina muito, mas não sei porquê, houve algo nestes trabalhos que me cativou o olhar. Acho que tem a ver com o aspecto geométrico misturado com a cor do café...

04 julho 2009

Eu e as Tecnologias

Desde sempre me encantei e me dei bem com as tecnologias. E não só as TIC. Gosto de tudo quanto seja multifuncional, como por exemplo um cachecol que eu tenho que se transforma em bolero ou um guarda-chuva que não só abre, mas que também fecha, automaticamente. Mas por outro lado, o meu lado prático também me impede de encher a casa de gadgets, sobretudo porque não tenho tempo para tirar partido deles.
Quanto aos computadores, fui das primeiras do meu curso na faculdade a apresentar os trabalhos todos escritos em word e hoje cheguei ao ponto de, quando quero escrever uma carta pessoal à mão, porque acho que o destinatário assim o merece, primeiro escrevo-a a computador e depois copio-a à mão. :-)

Dou comigo muitas vezes a pensar que sou uma priveligiada não só por viver nos tempos de hoje, tendo acesso a toda a tecnologia que temos ao nosso dispor, como também por ter vivido no tempo em que me ria por ver as portas abrirem-se sozinhas nos filmes de naves espaciais, já para não falar dos "telefonemas pela televisão"...
E como tudo muda tão rápido, se até há muito pouco tempo eu me questionava como é que em tempos outros professores tinham conseguido exercer sem terem acesso a uma fotocopiadora, hoje em dia eu deliro com a tecnologia que me vai permitir livara-me de muitas e muitas fotocópias e evitar um gasto desnecessário de papel.

Bom, isto tudo é para vos dizer que tenho andado encantada com uma série de softwares e aplicações, umas ligadas mais ao entretenimento, outras que tenho usado na minha área profissional. Agora que começo finalmente e aos poucos a ter um pouquinho mais de tempo para respirar, vou partilhar aqui algumas dessas tecnologias e também algumas coisas giras que me têm chegado de diversas fontes.
Até breve.
Imagem retirada de http://www.cartunista.com.br/tecnologia.html .

21 fevereiro 2009

My Way

Não tenho por hábito ouvir música com o som alto, mas com esta nunca resisto à tentação de aumentar o volume para perto do máximo. E às vezes também canto a plenos pulmões (coitados dos vizinhos) e também me emociono como acontece a Robbie Williams. Pena é que "a minha maneira" não dê frutos do montante dos da maneira dele...
A presença em palco deste senhor é de se lhe tiar o chapéu e o seu talento é inquestionável, já para não falar de seus outros atributos. :-)

28 janeiro 2009

Calendário de Aniversários

O meu filhote gostou tanto do Calendário do Advento que depois já queria também um para o Dia de Reis, outro para o Carnaval, outro para a Páscoa, etc. ... Claro que isso não irá acontecer, primeiro porque eu não podia continuar a deitar-me todos os dias tarde por ter ficado até às tantas a engendarar uma actividade para ele fazer no dia seguinte, segundo porque já chegava de guloseimas todos os dias (se bem que do que ele gostava mesmo era da actividade - muitas vezes nem comia o doce) e terceiro porque deixaria algum dia de ter piada.
Mas a verdade é que um dos objectivos do Calendário do Advento era dar-lhe a noção do tempo que faltava para o dia de Natal e esse foi completamente atingido. Deixou de me perguntar se o Natal era no fim-de-semana seguinte e esperou pacientemente.
De momento, o assunto são os aniversários da família, sobretudo o dele que é já em Fevereiro. Por isso, agora temos um calendário de aniversários, com as fotografias de cada um dos tios, primos, irmãos, avós, etc. no respectivo dia de anos. Como somos uma família numerosa, há aniversários todos os meses, excepto em Novembro em que apenas colocámos a foto de uma amiguinha a cuja festa de aniversário costumamos ir.

E assim, todos os dias lá faz ele a respectiva cruzinha no dia em que estamos o que, por si, já é bom para treinar a destreza manual que não é lá grande coisa para a escrita. E já aprendeu muitas coisas, como por exemplo que o mês de Janeiro tem 31 dias e que a seguir vem o mês de Fevereiro. À conta disto, lá na escolinha já tiveram que começar a colocar na parede, todos os dias, o número da data correspondente, quando a intenção da educadora era apenas ensinar os dias da semana. :-)
PS - Se alguém quiser a grelha do calendário em PDF é só mandar-me um mail.

02 dezembro 2008

A minha máquina de costura

Sou filha de uma costureira. Cresci no meio de retalhos, linhas, agulhas, tesouras, botões... "sedalinas", linhas de alinhavar, "tyrylenes", colchetes, fechos de correr, alfinetes de dama... Infelizmente não sei costurar. Isto é, tenho umas noções básicas, sei trabalhar com a máquina, mas não sei cortar o tecido para fazer uma blusa ou umas calças. Tentei aprender, mas quando perguntava como se riscava o tecido a minha mãe dizia-me "agora marcas aqui 5 cm para a pinça" e eu perguntava "porquê 5 cm?" e ela só me sabia dizer que era assim porque sim. E a minha mente matemática não aceita isso. Pelo que a partir daí, sem entender a lógica da coisa, ficava difícil para mim compreender o resto.
Mas tenho pena que a minha mãe não tivesse aproveitado parte das enormes férias de Verão que sempre tínhamos para me ensinar a costurar com preceito, nem que fosse à força (até certo limite - ficar a detestar costura também não era benéfico). Perguntei-lhe há dias porque não o tinha feito e ela respondeu-me que sempre tinha deixado isso ao nosso critério. Agora compreendo que há decisões que devemos tomar pelos nossos filhos. Se podem aprender algo, devem aprender. Um dia poderá ser-lhes útil.
Esta é a minha máquina de costura. Mas um dia foi da minha mãe. Conheço-a prefeitamente e sei bem como trabalha e por onde devem passar as linhas. De todos os presentes que já recebi, este é um dos que me são realmente queridos.
Há 10 anos que não lhe pegava e ela estava arrumadinha no seu móvel que fazia de mesa de apoio. Há uns dias apeteceu-me pô-la a trabalhar. Com medo de já não saber mexer-lhe, aproveitei um dia em que a minha mãe estava por cá para o caso de não saber utilizá-la. Mas afinal é como andar de bicicleta: não se esquece.

13 outubro 2008

Receitas do Amor



Mistura-se a Força de viver com muita Alegria e bate-se bem. Quando estiver misturado junta-se Amor e Paz e mexe-se com os nossos sonhos e os sonhos dos outros. Envolve-se com muita ternura e deita-se numa forma bem grande do feitio de coração. Vai ao forno bem quente com calor humano e cobre-se com carinho.Come-se quente e espera-se que dure todo o ano. Experimente...
Foi-me oferecido pela minha mãe no dia do meu aniversário. Desconheço o autor.

04 setembro 2008

Agradecimento


(Caneta Preta e Photoshop)
Fiz esta ilustração para oferecer às educadoras do meu filhote. É apenas um miminho para que saibam como me sinto agradecida por sentir todos dias que o deixo entregue em boas mãos. É a obrigação delas, poderão alguns dizer. Sim, é verdade, mas nunca é demais reconhecer o trabalho que é bem feito.


Sugestão: Espreitem o Tapete Voador , o novo blog da MC, uma rapariga sonhadora.

Estava com pressa...


... para ver o mundo.


Ainda devia estar dentro da minha barriga, mas já nasceu há mais de 3 semanas, quando ainda faltavam 2 dias para completar as 36 semanas.

Os primeiros dias foram complicados para ela e para nós, porque teve algumas dificuldades respiratórias e foi necessário ficar na incubadora até recuperar. Mas agora está tudo bem e a AM faz as delícias de todos cá em casa, até mesmo do irmão mais novo que não se cansa de dizer com um ar derretido: "Ela é tão pequenina..." E por isso faz-lhe festinhas só com um dedo, não vá ela desmontar-se, como acontece com os bonecos de LEGO com que costuma brincar.

13 julho 2008

Vivam as Tecnologias!

Estou com ordem de descanso por parte do médico. Não tenho que estar de cama, mas não posso estar muito tempo de pé nem andar muito a pé. Mas como me pelo por esta história das tecnologias aplicadas ao ensino, lá me enchi de coragem e anteontem fui ao MPeG 2 (um encontro que tinha como finalidade geral debater e partilhar práticas no âmbito da utilização de tecnologias em contexto educativo) com o compromisso de ficar o mais sossegada possível durante todo o dia. E assim fiz, só me levantei para ir à casa de banho e para ir almoçar e, de resto, lá estive muito sentadinha a aprender muitas coisas relacionadas com Moodle, Gato, e-Portfolios, Joomla e até GPS, entre outras tecnologias interessantes. Imaginam uma visita de estudo programada a partir de coordenadas de um GPS onde os alunos saberão exactamente onde se dirigir e poderão aceder a informação seleccionada pelo professor para cada um dos pontos de visita? Muito interessante tudo. Não é possível transmitir-lhes aqui tudo o que aprendi. O que posso sugerir é que não percam o próximo encontro organizado pelo Centro de Competências Entre Mar e Serra. A equipa é excelente e os seus eventos são sempre surpreendentes. Será no dia 12 de Setembro (2008) o 1º Encontro «Tecnologias Interactivas Multimédia na Educação».

Eu não poderei ir porque, se Deus quiser, nessa altura terei nos meus braços a minha pequenita recém-nascida.

Para o MPeG2 desafiei esta menina, mulher-furacão das tecnologias educativas. Basta ver o seu e-portolio. E foi muito bom passar esta amizade do plano virtual para o real. Havemos de continuar a comunicar e a encontrarmo-nos. :-)

Eu, cá estou, agora de molho. Apesar de ter estado o mais sossegada possível, foram muitas horas e cheguei a casa arrasada. Ontem estive quase todo o dia deitada, quase sem conseguir andar e hoje, vamos lá ver se já me consigo mexer convenientemente cá por casa.

08 julho 2008

Em puro estado de graça...

(esferográfica azul e photoshop)

Assim estou eu. :-) É menina e nascerá nos primeiros dias de Setembro.

04 julho 2008

Meu querido Tobias...


O Tobias não apareceu. Não sei se é vivo ou morto. Penso nele todos os dias e tenho muitas saudades dele.

Procurei-o durante várias semanas. Ao fim de algum tempo, muito a custo, tive que desistir. Estava a poucas semanas do fim do prazo para entrega da minha tese de Mestrado, com muito ainda para ultimar, e estava a dispender tempo que me era precioso para essa tarefa. Enquanto o procurei por todos os meios, aprendi algumas coisas que aqui quero partilhar.

Há muita gente dedicada aos animais. Há muitas associações, e até gente que luta sozinha, contra tudo e contra todos para cuidar dos animais abandonados e arranjar-lhes um lar. Dão o seu tempo e o seu dinheiro para medicamentos, esterilizações, comida, limpeza, contactar com possíveis famílias de acolhimento, moderar fóruns dedicados aos animais... enfim! Não fazia ideia e fiquei impressionada. Os próprios canis municipais funcionam muito à base de voluntariado.

Agradeço a todas essas pessoas, todo o apoio directo ou indirecto que me deram, em particular àquelas que trabalham voluntariamente nas associações zoófilas da zona de leiria e arredores e que dispenderam do seu tempo e do seu dinheiro para ajudarem a procurar o Tobias.

Os órgãos de comunicação locais também colaboram, porque têm um serviço de utilidade pública com espaço para dedicar a este tipo de causas. Saiu um anúncio gratuito no jornal regional e várias das rádios que contactei se disponibilizaram para passar spots gratuitos com o apelo sobre o desaparecimento do Tobias. Algumas escreveram atenciosamente a dizerem que não podiam passar este tipo de anúncio, mas a desejar a melhor sorte na busca. E ainda houve quem escrevesse de volta alguns dias depois a perguntar como estava a situação! A todas e todos eu agradeço.

Agradeço também a todos os comerciantes que disponibilizaram espaço nos seus estabelecimentos para eu deixar o anúncio, em especial àqueles que o fizeram dizendo que se a fiscalização os viesse chatear por isso, logo tratariam do assunto (sabiam que agora não deixam afixar nada deste tipo nos estabeleciemtnos?). Agradeço também àqueles que, com compaixão me disseram "lamento, mas o patrão não deixa afixar nada". E ainda àqueles que disseram "deixe aí que eu depois afixo, e que afinal não afixaram nada."

Agradeço aos meus alunos do 10º P que se disponibilizaram para afixar cartazes juntos das suas casas e ao grupo da turma 12º F que, estando a trabalhar numa área de projecto sobre a protecção dos animais, também se disponibilizou para espalhar a notícia.

Fui também à polícia, a conselho de um senhor que é dono de uma loja de animais. Fui aos veterinários deixar o cartaz. Falei com as pessoas na rua...

Fiquei espantada quando um miúdo, vendo-me a afixar um cartaz, me pergunta boquiaberto: "o quê? isso tudo só por causa de UM cão?!!"

Fez-me pensar: "Isto tudo por causa do MEU cão. Felizmente há por aí muita gente que faz MUUUUUUUUUITO mais que isto por qualquer cão que sintam que precisa de ajuda." A toda essa gente, o meu agradecimento e louvor, sentidos no fundo do coração.

Devia ter colocado um chip no Tobias. Andava para o fazer havia algum tempo e adiei-o sucessivas vezes. Se tivesse o chip posto e qualquer pessoa o levasse a um veterinário que possuisse máquina leitora de chips, saberia logo a quem ele pertencia. Além disso, o registo do chip é comunicado à Junta de Freguesia. E como todas as freguesias estão em rede, podem comunicar entre si no caso de o cão ser apanhado numa freguesia diferente da de origem.

Devia tê-lo acompanhado quando foi à rua. Há anos que ele ía sozinho. Às vezes demorava mais tempo a regressar, mas voltava sempre. E era um orgulho ter um cão inteligente que sabe o caminho de casa. Além disso, como tinha a minha identificação e contacto na coleira dele, achava que sempre me avisariam caso ele se perdesse. Mas a verdade é que é proibido por lei deixar os cães andarem na rua sem ser pela trela...

De momento não sinto disponibilidade para ter outro cão. E, no fundo, ainda tenho esperança que o Tobias apareça.

Agradeço à Vida a possibilidade de ter podido disfrutar de uma amizade, uma lealdade e uma dedicação incondicionais. Nem sempre dei valor a ter um Ser impaciente à minha espera em casa, que ficava radiante com a minha chegada e que aturava pacientemente todas a minhas rabugices e maus humores. A partir do momento em que o meu filhote nasceu, o Tobias passou a ter muito menos atenção que antes e ainda assim, mostrou-se sempre extremamente tolerante e paciente com todos os elementos da família.

Deixo aqui os links de todos quantos me ajudaram e coloco-os também de forma permanente na
barra lateral do blog. É uma homenagem singela e uma ajuda na divulgação das suas causas.

Espero não me ter esquecido de ninguém. Caso isso tenha acontecido, por favor aceitem as minhas desculas e queixem-se, para eu poder reparar a falha.


ASSOCIAÇÕES: Associação Zoófila de Leiria

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