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26 dezembro 2010

Festas Felizes

Garatuja da AM - 2 anos.


Pintado pela mãe Célia - idade para já ter juízo.

04 junho 2010

"O meu Tesouro" dele - O portefólio do meu filho



Na passada semana assisti à conferência “O meu Tesouro – O portefólio como instrumento de avaliação” proferida pela Professora Margarida Neto. O portefólio que o AL (o meu filho, agora com 5 anos) agora está a construir, foi iniciado no ano passado e o que aprendi na conferência levou-me a fazer a reflexão que aqui apresento.

Apesar de não trazer o portefólio para casa com frequência (é-nos dito que podemos e devemos fazê-lo), é sempre uma delícia folheá-lo. Está muito bem organizado e grande parte das actividades que ele realiza na escola estão lá documentadas. As fotos que as ilustram e os textos que contextualizam a actividade e que fazem a sua integração curricular fazem-me, muitas vezes, sentir que quase estou lá na sala com o meu filho a vivenciar aquela experiência.

Ao ver com atenção página a página, percebe-se o empenho de quem trabalha com estes meninos, a qualidade do seu trabalho e a variedade de experiências, sensações e aprendizagens que proporcionam às crianças que acompanham.

De tudo o que posso encontrar no portefólio, aquilo de que mais gosto, para além dos trabalhos realizados pelo meu rebento é, sem dúvida, a transcrição das frases ditas por ele e os vídeos onde o posso ver “em acção”.

O portefólio é, como foi dito na conferência, uma colectânea de evidências? Sim. Pais, professora e aluno, cada um verá nele as evidências que puder e quiser. Para mim, é desde logo evidente que o AL está muito bem acompanhado por diversos profissionais, que se empenham o mais que podem no seu trabalho. Também é evidente que ele tem progredido: fala com à vontade quando expõe algo ao grupo, já faz desenhos de bonecos com dedos nas mãos (coisa que não fazia no início do ano) e atira-se para a água sem medo.

Enquanto colectânea de evidências é um instrumento de ensino-aprendizagem? Sim. À medida que vai sendo construído leva o aluno e o professor a reflectirem sobre os elementos que lá são colocados por cada um deles. Cria oportunidades de comunicação próxima e exclusiva entre os dois, o que permite à professora perceber o aluno em diversos aspectos que não consegue quando trabalha com o grande grupo. E também dá a oportunidade à criança de desenvolver a sua capacidade de reflexão e de comunicação, quer quando explica as suas escolhas à professora, quer quando partilha o seu trabalho com os colegas.

E então e o Encarregado de Educação? Não cabe neste tópico do “ensino-aprendizagem”? Não reflecte? Sim, reflecte. É isso mesmo que estou a fazer enquanto escrevo este documento. E sim, ensino e aprendo enquanto me envolvo com o meu educando nas tarefas propostas pela professora e que são posteriormente incluídas no portefólio.
Enquanto colectânea de evidências, o portefólio é um instrumento de avaliação? Sim. O aluno pode percorrer as suas páginas, e em cada um dos momentos que o fizer ao longo da sua vida vai auto-avaliar-se de uma forma diferente. O professor, que está na origem da criação do portefólio e na origem do projecto desenvolvido na sala de aula, saberá que evidências colher e que ilações retirar delas acerca do grau de desenvolvimento do aluno nas suas mais variadas vertentes. Eu, mãe (e portanto, suspeita enquanto avaliadora do meu filho), saberei apreciar os trabalhos dele e alvitrar uma opinião sobre o grau de desenvolvimento dele. Poderei também conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela educadora na sala de aula e valorizá-lo ainda mais do que o faria se não tivesse acesso ao que está registado no portefólio. Na verdade, por vezes sinto que o portefólio é mais um registo de evidências da actividade da professora e da instituição que representa, do que propriamente da actividade do meu educando.

O que é que lá falta, então? Falta-me um feedback. Falta-me a confirmação, a contradição ou o complemento à avaliação que eu, enquanto mãe, faço quando leio o portefólio do meu filho. Falta-me saber se o meu educando responde, ou não, à altura, daquilo que é esperado dele na faixa etária em que se encontra. E isso, não só em termos cognitivos, mas também no aspecto social e emocional, já que a formação dele, nesta altura da sua vida nestas áreas, é tanto ou mais importante que a anterior.

Então, mas a família não ensina a criança a estar em sociedade? Sim, ensina-a a estar em família e a estar com a família noutros lugares. E ensina-a também a gerir as emoções que são vividas com e na família. Estar na escola, perante professores e colegas é diferente porque lhe proporciona outras situações de vivência, com complexidade e estrutura diferentes. O aluno deve levar de casa a noção da boa educação e do respeito para com os outros, mas será na escola que aprenderá a trabalhar em equipa com os seus pares e a responder em situações de mais ou de menos stress em que lhe são pedidas tarefas específicas, individuais ou em grupo, com orientações concretas ou não, com ou sem tempo pré-determinado para a sua conclusão.

Se o portefólio for apenas uma colecção de evidências e um futuro álbum de recordações, poderá não fazer sentido a minha participação, enquanto mãe, nas actividades propostas e até a inclusão, por minha iniciativa, de outros elementos que retratem o comportamento, as novas descobertas, a aprendizagem e a forma como o meu filho ocupa o seu tempo quando está em família. Porque o portefólio será o álbum de recordações da escola e cá em casa fazemos os álbuns de recordações de família. Já se encararmos o portefólio como instrumento de avaliação, e reconhecendo eu que é importante que a educadora conheça a forma como funciona a família para melhor compreender o modo como age o aluno, então já considero importante que nele estejam patentes elementos que possam fornecer essas informações à educadora. Mas!... onde está a conclusão que é retirada pela educadora de todo o conteúdo do portefólio? É na educadora e na instituição onde trabalha que eu confio para ensinarem ao meu filho o que deve ser ensinado pela escola e para me devolverem um feedback sobre o grau de correspondência dele àquilo que lhe vai sendo pedido. Eu não tenho formação para saber avaliar isso, e nem sequer para saber, desde logo, o que é suposto cada criança conseguir fazer em cada idade.

Sim, está bem, nem todas conseguem tudo ao mesmo tempo, cada uma tem o seu ritmo. Mas ainda assim há aquelas que são denominadas de “sobredotadas” nesta ou naquela área e aqueloutras que são ditas de “necessidades educativas especiais”. E a qualquer mãe ou pai, em algum momento da vida do seu filho, surgem dúvidas sobre estes.

E estas dúvidas estão relacionadas com tantas áreas quantas aquelas em que a criança participa. O meu filho tem medo da água. Será capaz de aprender a nadar? O meu filho gosta de fazer umas palhaçadas a dançar, mas não me parece nada coordenado. Será que tem algum jeito para a dança? O meu filho sempre me pareceu muito pouco ágil nos movimentos, será normal que só há pouco tempo tenha aprendido a chutar uma bola? O meu filho parece ter alguma queda para as línguas ou, pelo menos, bom ouvido para os sons em geral. O que pensam disso os professores de música e de inglês? O meu filho parece ter sempre consigo alguma semente de zangado. A psicóloga que trabalha com ele, o que diz a isso? O meu filho já sabe ler e começa agora a dar os primeiros passos na escrita. Será que isso pode ser prejudicial para o futuro escolar dele?

Sim, claro que não pode ser tudo escrutinado num só ano lectivo, ainda mais estando a maioria dos profissionais que o acompanham apenas meia-hora por semana com os alunos e em grupo. De qualquer forma, seriam muito bem-vindas, para não dizer imperativas (sob pena de a instituição se mostrar apenas como um belo clube de guarda e de entretenimento das crianças), algumas observações ao longo do ano lectivo, de cada um dos profissionais que acompanham o meu filho, sobre a sua evolução e o seu grau de resposta às tarefas por eles propostas. Não gostaria de uma grelha estandardizada ou de uma check list de conteúdos e de competências, mas apenas de um comentário sobre em que é que ele evoluiu, o que é que não consegue fazer e/ou o que é que consegue fazer especialmente bem, onde é que eu, como mãe, posso ajudar a escola estimulando ou refreando mais esta ou aquela área, este ou aquele comportamento.

Quanto à hora de atendimento do Encarregados de Educação pela Educadora, já por várias vezes me ocorreu que seria bom que estivesse um determinado momento da semana reservado para esse efeito. Esse momento até poderia estar sujeito a marcação prévia, para que a educadora pudesse gerir o tempo de modo a não receber demasiados pais no mesmo dia e poder preparar atempadamente os elementos necessários e para que os pais soubessem que iriam ser recebidos com calma, com tempo e com a atenção necessária por parte da educadora para ouvir e para conversar. Sem interrupções dos miúdos (os nossos e os dos outros), dos outros pais e dos outros funcionários. Há assuntos que podem muito bem ser tratados na correria do dia-a-dia e entre um assoar de nariz e um apertar de sapatos, mas há outros que requerem mais serenidade.

Moral da história: Gostei muito de ter assistido e participado na Palestra sobre o Portefólio. Fez-me reflectir melhor sobre “o tesouro” do meu filho e sobre aquilo que eu espero da escola dele e dos seus intervenientes e ficarei satisfeita se esta reflexão contribuir também para a reflexão de outros.

01 dezembro 2009

Prenda de Natal para mães estafadas

No fim de semana passado, ao contrário do que tem sido habitual, o meu marido não teve que ir trabalhar. Como tenho andado muito cansada, pedi-lhe que no domingo de manhã, quando as crianças acordassem, se encarregasse delas para que eu pudesse dormir mais um pouco. Ele assim fez. Foi um querido, porque também ele tem trabalhado muito e precisa sempre de descansar.
Bom, o certo é que depois de acordar por volta das 8h, voltei a adormecer profundamente até depois das 11h. Já não me lembro de quando tinha feito isto pela última vez. Foi maravilhoso! Acordei com energias restabelecidas e com o humor e a paciência afinados.

Se por acaso conhecer alguma mãe estafada a quem pretenda oferecer prenda de Natal, pense na hipótese de lhe entregar um vale de babysitting onde se comprometa a tomar-lhe conta dos filhos durante uma tarde, um dia, uma noite ou um fim de semana para que a mamã possa desfrutar desse tempo. Ir às compras, à esteticista, ao cabeleireiro, ao cinema, passear, ler, dormir ou ficar deitada no sofá a ver televisão serão algumas das hipóteses. A mãe saberá melhor do que ninguém o que fazer com esse precioso tempo que lhe oferecem. Acredite que esse presente será recebido com grande regozijo.

28 janeiro 2009

Calendário de Aniversários

O meu filhote gostou tanto do Calendário do Advento que depois já queria também um para o Dia de Reis, outro para o Carnaval, outro para a Páscoa, etc. ... Claro que isso não irá acontecer, primeiro porque eu não podia continuar a deitar-me todos os dias tarde por ter ficado até às tantas a engendarar uma actividade para ele fazer no dia seguinte, segundo porque já chegava de guloseimas todos os dias (se bem que do que ele gostava mesmo era da actividade - muitas vezes nem comia o doce) e terceiro porque deixaria algum dia de ter piada.
Mas a verdade é que um dos objectivos do Calendário do Advento era dar-lhe a noção do tempo que faltava para o dia de Natal e esse foi completamente atingido. Deixou de me perguntar se o Natal era no fim-de-semana seguinte e esperou pacientemente.
De momento, o assunto são os aniversários da família, sobretudo o dele que é já em Fevereiro. Por isso, agora temos um calendário de aniversários, com as fotografias de cada um dos tios, primos, irmãos, avós, etc. no respectivo dia de anos. Como somos uma família numerosa, há aniversários todos os meses, excepto em Novembro em que apenas colocámos a foto de uma amiguinha a cuja festa de aniversário costumamos ir.

E assim, todos os dias lá faz ele a respectiva cruzinha no dia em que estamos o que, por si, já é bom para treinar a destreza manual que não é lá grande coisa para a escrita. E já aprendeu muitas coisas, como por exemplo que o mês de Janeiro tem 31 dias e que a seguir vem o mês de Fevereiro. À conta disto, lá na escolinha já tiveram que começar a colocar na parede, todos os dias, o número da data correspondente, quando a intenção da educadora era apenas ensinar os dias da semana. :-)
PS - Se alguém quiser a grelha do calendário em PDF é só mandar-me um mail.

11 dezembro 2008

Associação Portuguesa de Famílias Numerosas

Recebi hoje o meu cartão de sócia da Associação Portuguesa de Famílias Numerosas (APFN). Cá em casa, aos fins-de-semana, juntamente com os dois filhotes do primeiro casamento do meu marido, somos 6! Somos muitos e gostamos disso. Tanto o meu marido como eu também vimos de famílias com 4 filhos e, por isso, já estávamos habituados a casas animadas. :-)

No entanto, quem ache que ter mais um não cu$ta nada e que basta mais uma colher de água na sopa, desengane-se. À medida que os filhos aumentam em número e crescem em tamanho, é necessário ir abdicando de pequenos nadas (refeições fora de casa, produtos (incluindo os de supermercado) de marca, saídas culturais mais dispendiosas, tempo e descanso...) em prol do bem estar de todos.

Numa era em que o país envelhece e em que é urgente que nasçam mais crianças, seria de esperar que as entidades governamentais apoiassem as famílias que mais contribuem para o rejuvenescimento da nossa população. Benifícios fiscais e descontos em todos os tipos de bens e serviços seriam bem-vindos. Já há alguma resposta por parte das autarquias amigas da família, como é o caso da minha, que aceitaram um conjunto de propostas da APFN. No entanto, muitas vezes as famílias grandes são forçadas a pagar impostos por bens considerados de luxo (como por exemplo uma carrinha de 7 lugares) que, na verdade, são apenas uma necessidade premente. Ou então, a pagar mais pela água porque ultrapassaram um certo montante de m3... Pudera! Somos muitos e a malta cá em casa é asseadinha!...

Assim, aproveito para apelar a todos quantos possam que ajudem a angariar empresas que possam associar-se a esta causa. Obrigada!

E vivam as famílias numerosas! :-)

19 outubro 2008

"O meu Tesouro"

É assim que chamam ao seu portfolio, os meninos da sala dos 3 anos. Este ano coube aos pais a decoração do dossier dos seus filhos. Podíamos fazer o que quisésssemos, da forma que nos apetecesse. Aproveitei a oportunidade para experimentar fazer uma colagem. Saiu o que se vê nas imagens. O meu filhote, apesar de ter gostado do resultado, ainda deixou escapar que preferia que tivesse o Bob o Construtor, a sua personagem de animação preferida...

Capa :



Por dentro:


Atrás:


Pormenor na lombada:



(Caneta preta, colagem e lápis de cor.)

13 outubro 2008

Receitas do Amor



Mistura-se a Força de viver com muita Alegria e bate-se bem. Quando estiver misturado junta-se Amor e Paz e mexe-se com os nossos sonhos e os sonhos dos outros. Envolve-se com muita ternura e deita-se numa forma bem grande do feitio de coração. Vai ao forno bem quente com calor humano e cobre-se com carinho.Come-se quente e espera-se que dure todo o ano. Experimente...
Foi-me oferecido pela minha mãe no dia do meu aniversário. Desconheço o autor.

25 setembro 2008

As Bruxas da Serra da Fóia


Há que tempos que vos queria falar deste livro. Já foi editado há uns meses e foi escrito por uma amiga minha. Li-o ainda antes de ter sido editado porque ela mo pediu. Provavelmente se assim não fosse nunca o teria lido, porque é a história de uma criança que foi negligenciada, maltratada e violada. O tema arrepia-me e, quando há notícias sobre casos relacionados com este assunto na tv, eu desligo porque não quero saber. Porque dói ouvir as maldades que se fazem a crianças inocentes, indefesas e totalmente dependentes dos “crescidos” e sentir-me impotente para fazer algo que resolva o problema e amenize o sofrimento de quem é violentado.

No entanto, li o livro do princípio ao fim com a sensação de nem sequer ter respirado. A história é verdadeira e é impressionante. Impressiona a frieza que pode haver em adultos, o desdém que eles podem ter pelos outros, a sua incapacidade de amar, a sua falta de compaixão... E impressiona também a doçura com que uma criança pode olhar para a sua existência por mais áspera que ela seja, apesar da objectividade com que consegue descrever os factos.
A menina desta história sobrevive porque se aconchega sempre nas memórias que tem dos contos de fadas que lhe foram sendo contados por um tio. O texto é escrito pela mão de uma pessoa adulta mas baseado nos escritos da própria protagonista. A história é brutal, mas possui momentos de infinita ternura e magia.

Eu própria me senti violentada por ter que ler o texto, mas não consegui parar de lê-lo. No fim percebi que é importante conhecermos o que pode passar-se à nossa volta, ou mesmo connosco e compreender que, por mais árdua que seja a nossa vida, por mais obstáculos que se nos deparem, é sempre possível ultrapassá-los e construir uma existência feliz e plena de bondade para com os outros.

(As Bruxas da Serra da Fóia foi escrito por Maria Emília Pires e editado pela Animamundi.)

14 setembro 2008

O Blog do meu Pai

Há uns tempos, não sei porquê, mas julgo que fruto do stress em que vivia na altura, tive uma irritação esquisita na língua. Ficou cheia de bolhinhas e depois de cortesinhos que mal me deixavam comer e andei assim uns poucos de dias. Perguntei ao meu pai se sabia de algum remédio caseiro para tal maleita. Ele respondeu que tinha lido algures que o pimento era bom para esse tipo de inflamações. Experimentei e deu resultado! Foi um alívio...
O meu pai sabe destas coisas e o blog dele é sobre plantas medicinais, vitaminas, minerais e outras coisas que tais. Visitem-no e, se tiverem dúvidas ou questões sobre este tipo de assunto, não hesitem em perguntar. Sei que ficará muito satisfeito se puder ser útil a alguém.

04 setembro 2008

Estava com pressa...


... para ver o mundo.


Ainda devia estar dentro da minha barriga, mas já nasceu há mais de 3 semanas, quando ainda faltavam 2 dias para completar as 36 semanas.

Os primeiros dias foram complicados para ela e para nós, porque teve algumas dificuldades respiratórias e foi necessário ficar na incubadora até recuperar. Mas agora está tudo bem e a AM faz as delícias de todos cá em casa, até mesmo do irmão mais novo que não se cansa de dizer com um ar derretido: "Ela é tão pequenina..." E por isso faz-lhe festinhas só com um dedo, não vá ela desmontar-se, como acontece com os bonecos de LEGO com que costuma brincar.

19 novembro 2007

Alguém viu o meu cão?

É um cocker lindo e muito meigo e simpático. Tem já 9 anos e, por isso, a saúde já não é a melhor. Neste momento usa o pêlo tosquiado e também tem o rabo cortado.

Costuma ir à rua sozinho e depois volta para casa. Mas na 5ªa-feira passada desapareceu. Acho que foi atrás de algum perfume interessante e perdeu o rasto de casa. Não sei se alguém o apanhou, se foi atropelado ou se anda por aí perdido. Tenho muitas saudades dele mas o que mais me angustia é não saber se está bem ou se está a sofrer.

Aqui na rua sou conhecida como "a dona do Tobias". É a ele que conhecem pelo nome porque ele é muito bonito e muito meigo e acha que o objectivo de qualquer ser humano é poder fazer-lhe uma festa na cabeça.

Estas fotos foram tiradas uns dois dias antes de desaparecer. O A. esteve a cantar-lhe "os parabéns a você" acompanhando com o xilofone.

Aqui está o anúncio sobre ele: http://www.encontra-me.org/anuncio/4441

Se alguém souber dele, por favor use o meu endereço de mail que está ao lado. Obrigada.






29 outubro 2007

Paula Rego - Impactante!


Foi o meu presente de aniversário: visitar a exposição da Paula Rego em Madrid, no Museu Nacional Centro de Artes Reina Sofia. Cheia de trabalho, lá me enchi de coragem para o deixar para trás e fomos, o meu maridão e eu, desanuviar durante um fim de semana, que bem precisávamos.

A entrada no museu foi gratuita - é sempre assim aos sábados de tarde e aos domingos. Quando entrámos, alugámos um guia digital, tipo rádio com auscultadores, para irmos ouvindo a explicação do que víamos. (A senhora do museu apresentava-nos os packs de guias que podíamos alugar e, quando falou na Paula Rego disse "es una pintora portuguesa", ao que eu respondi orgulhosamente: "si! vinimos por ella!"). O aluguer do guia foi uma boa opção; sem ele a exposição não teria tido um décimo da graça.

Eu já sabia que a Paula Rego possuia um espírito inquieto com uma grande dose de loucura, mas aprendi bastante sobre a vida dela, a forma como lhe foram ocorrendo alguns trabalhos e como os preparava e percebi que a insanidade dela vai muito além daquilo que eu possa alguma vez imaginar. É por isso que consegue ser genial.

Aprendi também que é frequente um quadro não nascer de uma assentada, isto é, o pintor leva algum tempo a pensar no tema, no que quer transmitir, em como o vai fazer, e às vezes faz à parte uns quantos esboços (que também são obras de arte magníficas) até chegar ao desenho final que vai pintar. De certa forma, um ilustrador tem a vida facilitada comparada com a de um pintor - é que a história já está contada, o ilustrador só tem que a desenhar e pintar.

Detive-me o mais que pude em cada um dos quadros da extensa exposição. Em cada segundo mais que dedicava a cada quadro descobria um novo detalhe do desenho, um pormenor da pintura, um retoque de cor... Queria poder tê-los todos em casa para continuar a contemplá-los todos os dias. Sei que sempre irira haver algo de novo para admirar (agora entendo-te, Flávia).

Os quadros da Paula Rego não são propriamente bonitos. As suas personagens, quando não são disformes ou meio-humanas-meio-animais, têm fisionomias austeras, rudes... e as crianças têm quase sempre cara de adultos. Mas as emoções que as pinturas conseguem provocar (pelo menos a mim) valem por tudo o resto. Chocam. Emocionam. Agridem. Espantam. Intrigam. Enternecem. Divertem.

Alguém quer acrescentar algum verbo a esta lista? Sei que me está a escapar algo...

Foi, por certo, um dos melhores presentes de aniversário que já recebi até hoje. Recomendo vivamente! Obrigada maridão!

Depois da exposição da Paula Rego, visitámos outras alas do museu (não todas, porque é demasiado para uma tarde só) e foi muito emocionante poder ver de perto trabalhos de Dali, de Picasso, de Miró (qual deles o mais louco, qual deles o mais genial) e de muitos outros que desconhecia completamente. A verdade é que ver ao vivo os quadros que conhecia dos livros desde criança, é muito, mas muito melhor do que vê-los nos livros ou na internet.

O Guernica, de Picasso surpreendeu-me pela positiva. Não sabia que era tão grande nem tão magnífico. Antes de lá chegar pode ver-se uma exposição sobre todo o processo de construção do quadro e perceber o que foi sendo alterado desde o esboço inicial até ao resultado final. Tanto quis examiná-lo em pormenor que consegui disparar o alarme, só porque me aproximei demasiado...

No fim desta experiência pensei: todos os alunos do ensino secundário deviam ter como obrigatória uma vista de estudo a exposições de artistas plásticos portugueses. Uma visita que fosse devidamente preparada e orientada para que pudessem tirar dali algum conhecimento sobre o que de magnífico vai sendo feito pelos nossos.

07 outubro 2007

Brincadeiras no Parque


O tempo estava excelente e, à hora de almoço, tínhamos o parque quase só para nós. Que delícia.


:-)

03 outubro 2007

Os Artistas cá de Casa (parte 2)


Desta vez foi o maridão que se divertiu a desenhar enquanto brincava com o filho mais novo. Esse escolhia a cor e pedia uma expressão facial. Digam lá se a minha malta não tem toda veia artística!

18 setembro 2007

Os Artistas cá de Casa




Não descansaram enquanto não experimentaram, à séria, todas as canetas novas. O primeiro é da F. (8 anos) que, além das canetas, usou as sombras e o pincel do estojo de maquilhagem da Barbie. Os outros dois são do P. (13 anos) que anda sempre a ler histórias de mundos fantásticos.

27 agosto 2007

Impondo regras ao pimpolho...


Este é o meu filhote com a sua expressão de entusiasmo quando está na praia. Tem dois anos e meio. O ano passado foi uma choradeira pegada todo o tempo que estivémos na praia, por causa da areia e da água, mas sobretudo por causa da areia. Ficava muito feliz quando o embrulhávamos na toalha. Este ano, no primeiro dia, parecia um disco riscado a dizer que queria ir para casa ver o "DDD do Becas". Tornou-se um aficcionado dos DVD's de música. "A Leopoldina e a Tartaruga Bebé", " As Músicas da Carochinha" e a "Escolinha de Música" são os seus preferidos. Não liga a DVD's de desenhos animados, a menos que tenham cantorias que ele aprecie. É o caso d' "O Jardim dos Amigos" e de, mais recentemente, a "Rua Sésamo" que, tendo menos música, é muito interessante... :-) Não havendo direito a DVD's nas férias, o ponto alto destas, para ele, foi poder ouvir o CD da Leopoldina no carro. Enfim!...

É muito engraçado ouvi-lo cantar as letras todas de cor pela ordem em que aparecem nos DVD's e ver como já vai reconhecendo boa parte das letras e dos algarismos, mas concluímos (eu e o meu marido) que a situação estava a atingir um ponto crítico. Já uns dias antes, tinha querido sair mais cedo de casa da avó, só para ir para casa ver os seus estimados DVD's...

Decidimos e explicámos-lhe: "Quando formos para casa, só vais poder ver um DVD por dia, à tarde, depois de vires da escolinha. Escolhes o que queres ver, a mãe põe e quando acabar vais brincar com outras coisas. Está bem?"

Ele disse que sim, as várias vezes que lhe explicámos isto para se ir mentalizando. Mas nós ficámos à espera de uma boa birra à primeira vez que não pudesse ver o segundo DVD do dia. Para grande espanto nosso, tudo correu maravilhosamente bem! Ele escolhe o DVD, vê-o até ao fim e depois diz "Já acabou mãe!" E eu digo "Então desliga a televisão e o DVD." E ele assim faz e depois acrescenta: "Agora vou brincar com outras coisas, mãe." E pronto! Lá se entretém com os livros, ou os puzzles ou a brincar com o cão.

O que aprendi: não recear impor regras, com medo das birras. Afinal, eles - os pimpolhos - gostam de regras. Sentem-se protegidos, vigiados, apoiados e amados.

Eu lembro-me bem das regras que impunham os meus pais e que eu detestava: deitar à mesma hora que eles (cedo), mesmo que estivesse a dar algo que gostasse na tv; ter a televisão desligada durante as refeições; nunca dizer "não gosto" acerca de qualquer comida, ... Hoje entendo porque o fizeram e agradeço-lhes por o terem feito. Beijinhos para eles! ;-)

Ah! Pelo sim, pelo não, o António já vai para a escola de música este ano lectivo, para um programa próprio para miúdos da idade dele. Quem sabe ele tenha mesmo veia artística...