Ainda não é desta que tenho tempo para escrever sobre as tecnologias que me têm encantado ultimamente. Por agora aqui fica um site com a vista a 360º por debaixo da Torre Eiffel, mas também a vista lá de cima, e ainda por baixo e por cima de uma das pontes do Sena. Não é em tempo real, é uma gravação, mas chega a dar a impressão de que estamos lá. Hou-la-la!! :-) Quem me dera...
Sous la tour Eiffel, Paris. Photojpl.com
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11 julho 2009
01 novembro 2007
Madrid
Gosto tanto desta cidade...
Gosto de chegar já depois das 2:00 da manhã e encontrar as ruas cheias de gente animada, incluindo famílias que passeiam com os seus filhotes, disfrutando do clima ameno que ainda se faz sentir.
Gosto dos parques. Tantos! Tão verdes! Tão cheios de gente descontraída, a passear, a praticar desporto, a descansar.
Gosto dos edifícios antigos bem preservados.
Gosto de poder jantar num restaurante très chic, vestida de turista, sem ser olhada de lado ou tratada de forma diferente por isso.
Gosto de me poder divertir numa discoteca muito in, sem me ser vedada a entrada só porque estou de ténis e de calças de ganga (como já vi acontecer na parvónia).
Gosto de ver o carinho com que tratam e defendem o que é deles. Por isso lhes digo: hermanos, na culinária ganhamos nós!





Gosto de chegar já depois das 2:00 da manhã e encontrar as ruas cheias de gente animada, incluindo famílias que passeiam com os seus filhotes, disfrutando do clima ameno que ainda se faz sentir.
Gosto dos parques. Tantos! Tão verdes! Tão cheios de gente descontraída, a passear, a praticar desporto, a descansar.
Gosto dos edifícios antigos bem preservados.
Gosto de poder jantar num restaurante très chic, vestida de turista, sem ser olhada de lado ou tratada de forma diferente por isso.
Gosto de me poder divertir numa discoteca muito in, sem me ser vedada a entrada só porque estou de ténis e de calças de ganga (como já vi acontecer na parvónia).
Gosto de ver o carinho com que tratam e defendem o que é deles. Por isso lhes digo: hermanos, na culinária ganhamos nós!
29 outubro 2007
Paula Rego - Impactante!
A entrada no museu foi gratuita - é sempre assim aos sábados de tarde e aos domingos. Quando entrámos, alugámos um guia digital, tipo rádio com auscultadores, para irmos ouvindo a explicação do que víamos. (A senhora do museu apresentava-nos os packs de guias que podíamos alugar e, quando falou na Paula Rego disse "es una pintora portuguesa", ao que eu respondi orgulhosamente: "si! vinimos por ella!"). O aluguer do guia foi uma boa opção; sem ele a exposição não teria tido um décimo da graça.
Eu já sabia que a Paula Rego possuia um espírito inquieto com uma grande dose de loucura, mas aprendi bastante sobre a vida dela, a forma como lhe foram ocorrendo alguns trabalhos e como os preparava e percebi que a insanidade dela vai muito além daquilo que eu possa alguma vez imaginar. É por isso que consegue ser genial.
Aprendi também que é frequente um quadro não nascer de uma assentada, isto é, o pintor leva algum tempo a pensar no tema, no que quer transmitir, em como o vai fazer, e às vezes faz à parte uns quantos esboços (que também são obras de arte magníficas) até chegar ao desenho final que vai pintar. De certa forma, um ilustrador tem a vida facilitada comparada com a de um pintor - é que a história já está contada, o ilustrador só tem que a desenhar e pintar.
Detive-me o mais que pude em cada um dos quadros da extensa exposição. Em cada segundo mais que dedicava a cada quadro descobria um novo detalhe do desenho, um pormenor da pintura, um retoque de cor... Queria poder tê-los todos em casa para continuar a contemplá-los todos os dias. Sei que sempre irira haver algo de novo para admirar (agora entendo-te, Flávia).
Os quadros da Paula Rego não são propriamente bonitos. As suas personagens, quando não são disformes ou meio-humanas-meio-animais, têm fisionomias austeras, rudes... e as crianças têm quase sempre cara de adultos. Mas as emoções que as pinturas conseguem provocar (pelo menos a mim) valem por tudo o resto. Chocam. Emocionam. Agridem. Espantam. Intrigam. Enternecem. Divertem.
Alguém quer acrescentar algum verbo a esta lista? Sei que me está a escapar algo...
Foi, por certo, um dos melhores presentes de aniversário que já recebi até hoje. Recomendo vivamente! Obrigada maridão!
Depois da exposição da Paula Rego, visitámos outras alas do museu (não todas, porque é demasiado para uma tarde só) e foi muito emocionante poder ver de perto trabalhos de Dali, de Picasso, de Miró (qual deles o mais louco, qual deles o mais genial) e de muitos outros que desconhecia completamente. A verdade é que ver ao vivo os quadros que conhecia dos livros desde criança, é muito, mas muito melhor do que vê-los nos livros ou na internet.
O Guernica, de Picasso surpreendeu-me pela positiva. Não sabia que era tão grande nem tão magnífico. Antes de lá chegar pode ver-se uma exposição sobre todo o processo de construção do quadro e perceber o que foi sendo alterado desde o esboço inicial até ao resultado final. Tanto quis examiná-lo em pormenor que consegui disparar o alarme, só porque me aproximei demasiado...
No fim desta experiência pensei: todos os alunos do ensino secundário deviam ter como obrigatória uma vista de estudo a exposições de artistas plásticos portugueses. Uma visita que fosse devidamente preparada e orientada para que pudessem tirar dali algum conhecimento sobre o que de magnífico vai sendo feito pelos nossos.
09 outubro 2007
Quando o portão se fecha...

O dia amanheceu solarengo, mas com nevoeiro acumulado nos vales. Eu acordei às 6:30 para poder preparar tudo a tempo. Estava ansiosa e preocupada em chegar a horas porque não conhecia ainda todas as instalações.
Sempre a correr, lá cheguei quase 10 minutos antes da hora, como convém a quem vai às aranhas.
-Está nevoeiro - anunciaram as minhas colegas - escusas de ir com pressa.
-Ah, pois é!... Já nem melembrava disso... - disse eu, ao mesmo tempo que tentava arranjar a calma suficiente para ficar sossegada à espera que o nevoeiro se fosse embora.
Quando há nevoeiro não tiram os presos das celas, não vá um escapar-se pela vegetação densa da vasta e bonita quinta onde se situa o estabelecimento prisional.
Ficámos as cinco professoras em amena cavaqueira, a aproveitar o solinho quentinho da manhã e o cheiro a pinheiro húmido, até que, 45 minutos depois da hora prevista, chegaram os alunos. Todos homens, com idades entre os 17 e os 25 anos, todos de calça e casaco azul e t-shirt branca, a grande maioria de raça negra. Diferem no calçado, que vai da bota de pedreiro à sapatilha de marca.
Nós entrámos atrás deles para o recinto exterior às salas. O edifício das salas tem a forma de U e um portão de grades fecha esse U, que passa a ser um Ó. :-) Dentro do Ó é o "recreio" - com menos de 1oo metros quadrados.
Primeiro choque: o som do portão de grades a fechar-se nas minhas costas. Foi uma sensação horrível e totalmente inesperada. Por um segundo senti-me presa. Senti que se quisesse sair dali a correr não poderia. Depois lembrei-me que só ia ficar fechada por 45 minutos, o tempo até ao próximo intervalo, e passei à acção.
Nem consigo imaginar a angústia de saber-se preso dentro do mesmo lugar durante anos...
A primeira turma (11º ano) tinha dois alunos, sem material escolar, sem ganas nenhumas para nada e com muito sono. Ainda assim, depois de reclamarem por eu não me ter ficado pela apresentação e tchau-tchau-bye-bye, lá consegui que começassem a escrever e a participar na aula.
Hora do recreio: os alunos ficam todos dentro do Ó. Se quiserem lanchinho da manhã, têm que ir prevenidos . Ao passar em direcção ao portão (que se abriu, ufa!), senti um cheiro esquisito no ar, que não era só de tabaco...
Segunda turma: 10º Ano, 22 alunos, quase todos provenientes do 9º ano de um curso EFA - esses modernos que validam as supostas competências da malta, porque este país precisa é de gente diplomada, mesmo que sem bases sólidas.
Testaram-me ao limite: perguntaram se o que via correspondia ao que esperava encontrar, se eu dava aulas há muito tempo e se era a primeira vez que dava aulas ali, pediram para ir à casa-de-banho, aldrabaram a hora da formatura para ver se conseguiam sair mais cedo... Não houve abébias para ninguém e eu mantive-me firme e hirta como uma barra de ferro. Vamos lá ver se fiz bem... E a seguir às apresentações, tomem lá uma ficha de trabalho. Protestaram, mas eu expliquei-lhes que naquela sala ninguém estava preso. Só lá estava quem queria estar.
Nesta turma custou-me particularmente aguentar o cheiro concentrado a falta de banhos frequentes...
Hora do almoço, ouço um aluno lamentar-se: Outra vez batata cozida...
Como percebeu que eu ouvi, explicou-me: Estou cá há um ano e meio e desde que entrei, nunca mais comi uma batata frita. Contam os mais antigos que a fritadeira se avariou há uns cinco ou seis anos e desde então, nunca mais a arranjaram ou compraram outra. A mim, trazem-me batatas de pacote, mas não é a mesma coisa...
Eu cá, da próxima vez que comer batatas fritas caseirinhas, salgadinhas, deliciosas, vou apreciá-las ainda mais do que é costume.
À saída da prisão, há que abrir a bagageira do carro para mostrar ao guarda que não levamos connosco nenhum presente indesejado.
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07 outubro 2007
27 agosto 2007
Livraria Arquivo
Quero aqui deixar justiça feita à Livraria Arquivo. Tal como disse antes, esta é uma das melhores livrarias cá de Leiria e, sobretudo, é uma das mais dinâmicas, estando sempre a organizar um sem número de actividades diversas. Descobri agora que, além do site, têm um blog onde tem estado a divulgar os trabalhos de um concurso de ilustração. Vale a pena passar por lá e clicar nas imagens para as ver ampliadas.
15 julho 2007
Feira Medieval em Óbidos
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Ontem fui passear à Feira Medieval de Óbidos, com o marido e os filhotes. O tempo estava fantástico e este tipo de evento é um bom pretexto para tirar os miúdos de casa. Nunca tínhamos ido a esta feira apesar de já se realizar há alguns anos. É muito maior do que eu estava à espera e vale a pena ir para ver. Os adereços são fantásticos e a animação é constante com muitos figurantes (humanos e animais) e muita música. É como se realmente fôssemos transportados para outra época e vive-se um ambiente de muito boa disposição. Há artesanato por todo o lado e algum merece ser visto com atenção. Os miúdos adoraram e Óbidos vale a pena só por si ou não fosse uma das recentemente eleitas maravilhas de Portugal. A Feira está até dia 22 de Julho e a Câmara Municipal de Óbidos está de parabéns pelo evento. É uma máquina enorme, que me pareceu estar a funcionar bastante bem e a produzir consideráveis recitas. Se puderem vão cedo, durante a tarde; à noite a enchente de gente, a julgar pelo tamanho da fila que estava à porta quando saímos, deve ser muito maior.
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