07 julho 2012

Etiquetas de localização geográfica - Segurança na Internet

(Imagem de: http://www.blogcdn.com/downloadsquad.switched.com/media/2005/08/geotagged_photos_web.jpg)
Sabia que quando tira uma foto com um smartphone é muito provável que nela fiquem armazenados os dados da localização geográfica (geotag) do local em que a tirou, com uma margem de erro de 10m?
Sabia que quando publica essa foto, no facebook por exemplo, essa informação acompanha a foto e pode ser lida por qualquer pessoa que o saiba fazer? Não é necessário ser um hacker ou um perito em informática para o conseguir fazer; basta ter o software adequado.
Pense nas fotos que já publicou através de um smartfone, em tempo real, a partir de sua casa ou de outros locais que frequenta no seu dia-a-dia. Agora imagine no que é que alguém mal-intencionado pode fazer com este tipo de informação. Assustador, não é?
Relativamente às fotos que já publicou não há muito a fazer (pode tentar apagá-las...), mas pode tomar medidas de segurança relativamente às fotos que pretender publicar a partir de agora. Assim, antes de publicar uma foto na internet, convém verificar se esta tem alguma geotag associada (use o Geosetter) e, caso tenha, deve retirá-la antes de publicar a foto (use o Geotag Security).

02 janeiro 2012

Feliz Ano Novo!!

Que em 2012 os repuxos de alegria consigam sempre suplantar as ondas de dificuldade ou de tristeza. 
Bem hajam! 

(Veja meu álbum de fotos aqui. )

07 outubro 2011

Cianotipia - fotografia alternativa

"Cianotipia é uma antiga técnica fotográfica que origina imagens de cor azul, feita a partir de uma solução aquosa fotossensível à base de sais de ferro, que se aplica num suporte (papel). Colocando um negativo sobre o suporte (normalmente papel de aguarela), a imagem positiva produz-se através da sua exposição a uma fonte de luz ultravioleta, tal como a luz solar. Após a revelação, lava-se a cópia com água e seca-se à sombra."
(Fonte: Leiriagenda


Aqui está o resultado das minhas primeiras experiências, durante a aprendizagem:










Tenho a cabeça a fervilhar de ideias para experimentar esta técnica. Veremos se consigo ter tempo para isso...


03 outubro 2011

Sobre a importância da criatividade

    

Ver também este vídeo do Dr. Ricardo Monteiro da Agência BRIGHT MINDS e INSTITUTO DA INTELIGÊNCIA (grupo European Intelligence Institute).

14 maio 2011

Material Educativo do site do Banco Central Europeu

Estamos numa época em que todos ouvimos diariamente falar de economia, inflação, taxas de juros e de desemprego, entre outras coisas relacionadas. O BCE (Banco Central Europeu) disponibiliza uma série de material educativo muito interessante que nos pode ajudar a nós e aos nossos filhos e/ou alunos a entender melhor o "reboliço" que se passa à nossa volta.



- Um vídeo de animação sobre a inflação, a deflação e a importância de controlar estas duas taxas (possibilidade de gravação imediata de DVD a partir do endereço acima):




- Brochuras informativas para professores e alunos em PDF (também no link acima);

- Jogo "Economia"- "Já reflectiste alguma vez sobre o que é a política monetária? Ou sobre a forma como a taxa de juro directora afecta a inflação? Joga o €CONOMIA para ficares a saber!

Mantém a inflação baixa e estável, num nível inferior mas próximo de 2%. Para tal, tens apenas um instrumento: a taxa de juro directora. Deves ter cuidado ao definires o seu nível, dado que podes tanto entrar numa espiral inflacionista como ficar preso numa situação de deflação. Encontrar o equilíbrio certo não é fácil."

- Jogo "Inflation Island - como a inflação afecta a economia" - " Explora as diferentes zonas, vê como as pessoas reagem à inflação e à deflação e como o panorama geral muda. Podes também testar os teus conhecimentos e tentar identificar os vários cenários de inflação. O cinema apresenta vídeos e fotografias que ilustram os efeitos da inflação e da deflação em diversos países ao longo dos anos."

- Vídeos educacionais

- Dados estatísticos para explorar

- A escola do Euro - "Uma nova série de ferramentas didácticas que merece ser explorada. Dirigida a um público muito variado, inclui jogos, aplicações interactivas, publicações e uma exposição. Os jogos, por exemplo, são uma forma divertida de ficar a saber mais sobre as notas e moedas de euro, bem como sobre os seus elementos de segurança. Por seu lado, as apresentações interactivas oferecem descrições pormenorizadas e imagens ampliadas de elevada qualidade das notas e moedas de euro.

04 maio 2011

Mr. Pai - Professor do 3º ano do ensino básico - estratégia de ensino com TIC

Esta reportagem é muito interessante.
Destaco aquilo que mais retive:

- O professor Pai entendeu que conseguir resolver o problema do atraso na aprendizagem, ou das dificuldades de aprendizagem de 25 alunos, que se encontram em estágios diferentes dessa mesma aprendizagem, sozinho, era humanamente impossível.

- Os alunos entusiasmaram-se com os conteúdos a partir do momento que lhes foram apresentados através de duas formas de que gostam muito: tecnologias e jogos.

- Os alunos acham tão importante e tão normal terem acesso às tecnologias que entendem que isso deveria fazer parte dos Direitos da Criança. E acreditam tão firmente nisso, que passam à acção e criam uma petição para tentarem conseguir que isso venha a acontecer.

- Outros professores e pessoas relacionadas com as mais variadas áreas, ao verem que a estratégia resultava, quiseram ver/aprender como se faz.

- O professor comprou os materiais com o seu próprio dinheiro e com verbas atribuídas a projectos com que concorreu a diversos concursos.

- O professor gere todas as suas ferramentas interactivas a partir de um site que criou para a turma.


06 março 2011

John Lennon da Silva - Não julgue o livro pela capa

Tal como Susan Boyle, este bailarino surpreende pela sua arte e pela sua simplicidade.
Havendo talento e a garra do sonho, nada mais é necessário.


12 janeiro 2011

Colegas Professores, paremos para pensar no que nos está a acontecer.

Hoje escrevi isto num email de trabalho a um colega que, entre assuntos de trabalho, ia desabafando o cansaço e a desilusão, como eu também tenho muitas vezes necessidade de fazer.

"Não te deixes afogar pelo cansaço ("diz o roto ao nu") e tenta proteger-te o melhor que puderes. É preciso que todos nós (professores, essencialmente) olhemos com atenção para o que nos está a acontecer porque, aparentemente, já todos achamos normal estar a trabalhar até às tantas da manhã ou, por sistema, acordar de madrugada para fazer o trabalho da escola, depois passar lá o dia todo, dormir pouco e não prestar aos nossos filhos a atenção e o tempo que lhes é devido. E isso não está certo. É imoral. Qualquer patrão do privado seria severamente julgado pela lei se impusesse tal ritmo de trabalho aos seus funcionários."

A verdade é que a muitos dos meus colegas, passa-lhes pela cabeça o mesmo que a mim:
"Neste momento, em que finalmente me sento, mas não para descansar, porque ainda tenho que preparar as aulas de amanhã, só me ocorre dizer: é urgente eu mudar de profissão. Esta não serve à minha vida familiar nem à minha vida pessoal (no sentido mais singular e individual da palavra).
Não é uma queixa nem uma lamúria. É apenas uma constatação."
(escrevi isto do num mural de facebook um dia destes).

26 dezembro 2010

Festas Felizes

Garatuja da AM - 2 anos.


Pintado pela mãe Célia - idade para já ter juízo.

22 dezembro 2010

07 novembro 2010

Rabiscos

É muito feio estarmos a escrevinhar durante uma reunião ou enquanto os outros falam para nós. Mas o certo é que isso me ajuda a estar atenta e concentrada no assunto que se está a tratar.


19 setembro 2010

Imagens, vídeos (e textos) para a Matemática

O o blog IMAGENS PARA A MATEMÁTICA agora também tem imagens que mexem (vídeos) e textos sobre a criação de imagens para a matemática.
Para aceder a estas duas novas funcionalidades basta usar o cabeçalho do blog IMAGENS PARA A MATEMÁTICA ou ir directamente para
VÍDEOS PARA A MATEMÁTICA ou CRIAR IMAGENS PARA A MATEMÁTICA, respectivamente.

Todo o tipo de colaboração em qualquer das secções é muito bem vinda.
Atrevam-se!
:-)

04 junho 2010

"O meu Tesouro" dele - O portefólio do meu filho



Na passada semana assisti à conferência “O meu Tesouro – O portefólio como instrumento de avaliação” proferida pela Professora Margarida Neto. O portefólio que o AL (o meu filho, agora com 5 anos) agora está a construir, foi iniciado no ano passado e o que aprendi na conferência levou-me a fazer a reflexão que aqui apresento.

Apesar de não trazer o portefólio para casa com frequência (é-nos dito que podemos e devemos fazê-lo), é sempre uma delícia folheá-lo. Está muito bem organizado e grande parte das actividades que ele realiza na escola estão lá documentadas. As fotos que as ilustram e os textos que contextualizam a actividade e que fazem a sua integração curricular fazem-me, muitas vezes, sentir que quase estou lá na sala com o meu filho a vivenciar aquela experiência.

Ao ver com atenção página a página, percebe-se o empenho de quem trabalha com estes meninos, a qualidade do seu trabalho e a variedade de experiências, sensações e aprendizagens que proporcionam às crianças que acompanham.

De tudo o que posso encontrar no portefólio, aquilo de que mais gosto, para além dos trabalhos realizados pelo meu rebento é, sem dúvida, a transcrição das frases ditas por ele e os vídeos onde o posso ver “em acção”.

O portefólio é, como foi dito na conferência, uma colectânea de evidências? Sim. Pais, professora e aluno, cada um verá nele as evidências que puder e quiser. Para mim, é desde logo evidente que o AL está muito bem acompanhado por diversos profissionais, que se empenham o mais que podem no seu trabalho. Também é evidente que ele tem progredido: fala com à vontade quando expõe algo ao grupo, já faz desenhos de bonecos com dedos nas mãos (coisa que não fazia no início do ano) e atira-se para a água sem medo.

Enquanto colectânea de evidências é um instrumento de ensino-aprendizagem? Sim. À medida que vai sendo construído leva o aluno e o professor a reflectirem sobre os elementos que lá são colocados por cada um deles. Cria oportunidades de comunicação próxima e exclusiva entre os dois, o que permite à professora perceber o aluno em diversos aspectos que não consegue quando trabalha com o grande grupo. E também dá a oportunidade à criança de desenvolver a sua capacidade de reflexão e de comunicação, quer quando explica as suas escolhas à professora, quer quando partilha o seu trabalho com os colegas.

E então e o Encarregado de Educação? Não cabe neste tópico do “ensino-aprendizagem”? Não reflecte? Sim, reflecte. É isso mesmo que estou a fazer enquanto escrevo este documento. E sim, ensino e aprendo enquanto me envolvo com o meu educando nas tarefas propostas pela professora e que são posteriormente incluídas no portefólio.
Enquanto colectânea de evidências, o portefólio é um instrumento de avaliação? Sim. O aluno pode percorrer as suas páginas, e em cada um dos momentos que o fizer ao longo da sua vida vai auto-avaliar-se de uma forma diferente. O professor, que está na origem da criação do portefólio e na origem do projecto desenvolvido na sala de aula, saberá que evidências colher e que ilações retirar delas acerca do grau de desenvolvimento do aluno nas suas mais variadas vertentes. Eu, mãe (e portanto, suspeita enquanto avaliadora do meu filho), saberei apreciar os trabalhos dele e alvitrar uma opinião sobre o grau de desenvolvimento dele. Poderei também conhecer melhor o trabalho desenvolvido pela educadora na sala de aula e valorizá-lo ainda mais do que o faria se não tivesse acesso ao que está registado no portefólio. Na verdade, por vezes sinto que o portefólio é mais um registo de evidências da actividade da professora e da instituição que representa, do que propriamente da actividade do meu educando.

O que é que lá falta, então? Falta-me um feedback. Falta-me a confirmação, a contradição ou o complemento à avaliação que eu, enquanto mãe, faço quando leio o portefólio do meu filho. Falta-me saber se o meu educando responde, ou não, à altura, daquilo que é esperado dele na faixa etária em que se encontra. E isso, não só em termos cognitivos, mas também no aspecto social e emocional, já que a formação dele, nesta altura da sua vida nestas áreas, é tanto ou mais importante que a anterior.

Então, mas a família não ensina a criança a estar em sociedade? Sim, ensina-a a estar em família e a estar com a família noutros lugares. E ensina-a também a gerir as emoções que são vividas com e na família. Estar na escola, perante professores e colegas é diferente porque lhe proporciona outras situações de vivência, com complexidade e estrutura diferentes. O aluno deve levar de casa a noção da boa educação e do respeito para com os outros, mas será na escola que aprenderá a trabalhar em equipa com os seus pares e a responder em situações de mais ou de menos stress em que lhe são pedidas tarefas específicas, individuais ou em grupo, com orientações concretas ou não, com ou sem tempo pré-determinado para a sua conclusão.

Se o portefólio for apenas uma colecção de evidências e um futuro álbum de recordações, poderá não fazer sentido a minha participação, enquanto mãe, nas actividades propostas e até a inclusão, por minha iniciativa, de outros elementos que retratem o comportamento, as novas descobertas, a aprendizagem e a forma como o meu filho ocupa o seu tempo quando está em família. Porque o portefólio será o álbum de recordações da escola e cá em casa fazemos os álbuns de recordações de família. Já se encararmos o portefólio como instrumento de avaliação, e reconhecendo eu que é importante que a educadora conheça a forma como funciona a família para melhor compreender o modo como age o aluno, então já considero importante que nele estejam patentes elementos que possam fornecer essas informações à educadora. Mas!... onde está a conclusão que é retirada pela educadora de todo o conteúdo do portefólio? É na educadora e na instituição onde trabalha que eu confio para ensinarem ao meu filho o que deve ser ensinado pela escola e para me devolverem um feedback sobre o grau de correspondência dele àquilo que lhe vai sendo pedido. Eu não tenho formação para saber avaliar isso, e nem sequer para saber, desde logo, o que é suposto cada criança conseguir fazer em cada idade.

Sim, está bem, nem todas conseguem tudo ao mesmo tempo, cada uma tem o seu ritmo. Mas ainda assim há aquelas que são denominadas de “sobredotadas” nesta ou naquela área e aqueloutras que são ditas de “necessidades educativas especiais”. E a qualquer mãe ou pai, em algum momento da vida do seu filho, surgem dúvidas sobre estes.

E estas dúvidas estão relacionadas com tantas áreas quantas aquelas em que a criança participa. O meu filho tem medo da água. Será capaz de aprender a nadar? O meu filho gosta de fazer umas palhaçadas a dançar, mas não me parece nada coordenado. Será que tem algum jeito para a dança? O meu filho sempre me pareceu muito pouco ágil nos movimentos, será normal que só há pouco tempo tenha aprendido a chutar uma bola? O meu filho parece ter alguma queda para as línguas ou, pelo menos, bom ouvido para os sons em geral. O que pensam disso os professores de música e de inglês? O meu filho parece ter sempre consigo alguma semente de zangado. A psicóloga que trabalha com ele, o que diz a isso? O meu filho já sabe ler e começa agora a dar os primeiros passos na escrita. Será que isso pode ser prejudicial para o futuro escolar dele?

Sim, claro que não pode ser tudo escrutinado num só ano lectivo, ainda mais estando a maioria dos profissionais que o acompanham apenas meia-hora por semana com os alunos e em grupo. De qualquer forma, seriam muito bem-vindas, para não dizer imperativas (sob pena de a instituição se mostrar apenas como um belo clube de guarda e de entretenimento das crianças), algumas observações ao longo do ano lectivo, de cada um dos profissionais que acompanham o meu filho, sobre a sua evolução e o seu grau de resposta às tarefas por eles propostas. Não gostaria de uma grelha estandardizada ou de uma check list de conteúdos e de competências, mas apenas de um comentário sobre em que é que ele evoluiu, o que é que não consegue fazer e/ou o que é que consegue fazer especialmente bem, onde é que eu, como mãe, posso ajudar a escola estimulando ou refreando mais esta ou aquela área, este ou aquele comportamento.

Quanto à hora de atendimento do Encarregados de Educação pela Educadora, já por várias vezes me ocorreu que seria bom que estivesse um determinado momento da semana reservado para esse efeito. Esse momento até poderia estar sujeito a marcação prévia, para que a educadora pudesse gerir o tempo de modo a não receber demasiados pais no mesmo dia e poder preparar atempadamente os elementos necessários e para que os pais soubessem que iriam ser recebidos com calma, com tempo e com a atenção necessária por parte da educadora para ouvir e para conversar. Sem interrupções dos miúdos (os nossos e os dos outros), dos outros pais e dos outros funcionários. Há assuntos que podem muito bem ser tratados na correria do dia-a-dia e entre um assoar de nariz e um apertar de sapatos, mas há outros que requerem mais serenidade.

Moral da história: Gostei muito de ter assistido e participado na Palestra sobre o Portefólio. Fez-me reflectir melhor sobre “o tesouro” do meu filho e sobre aquilo que eu espero da escola dele e dos seus intervenientes e ficarei satisfeita se esta reflexão contribuir também para a reflexão de outros.

05 fevereiro 2010

O blog do Joca

O Joca é um amigo de longa data. É um grande amigo. É um amigo especial. Especial por ser quem é e por ser como é.
O Joca teve a ousadia de largar tudo quanto tinha cá de seguro e adquirido e correr atrás do seu sonho, que é viver em África e dar o seu contributo à Terra e às Gentes que o viram nascer, em Moçambique. E agora lá está, a desenvolver o seu projecto e criou um site onde, esperamos nós - os seus amigos aqui abandonados : -) - virá a mostrar o que vai fazendo e acontecendo na sua vida.
Ele é muito tímido. Por enquanto só se atreve a colocar algumas das suas maravilhosas fotos. E só por elas já vale a pena espreitar.

20 dezembro 2009

Postal de Natal 2009 - Merry Christmas! - Videos David Fonseca

Postal de Natal 2009 - Merry Christmas! - Videos David Fonseca

É cá da minha terra e não há dúvida que o rapaz se diverte muito com aquilo que faz. E que bem o faz! :-)

01 dezembro 2009

Prenda de Natal para mães estafadas

No fim de semana passado, ao contrário do que tem sido habitual, o meu marido não teve que ir trabalhar. Como tenho andado muito cansada, pedi-lhe que no domingo de manhã, quando as crianças acordassem, se encarregasse delas para que eu pudesse dormir mais um pouco. Ele assim fez. Foi um querido, porque também ele tem trabalhado muito e precisa sempre de descansar.
Bom, o certo é que depois de acordar por volta das 8h, voltei a adormecer profundamente até depois das 11h. Já não me lembro de quando tinha feito isto pela última vez. Foi maravilhoso! Acordei com energias restabelecidas e com o humor e a paciência afinados.

Se por acaso conhecer alguma mãe estafada a quem pretenda oferecer prenda de Natal, pense na hipótese de lhe entregar um vale de babysitting onde se comprometa a tomar-lhe conta dos filhos durante uma tarde, um dia, uma noite ou um fim de semana para que a mamã possa desfrutar desse tempo. Ir às compras, à esteticista, ao cabeleireiro, ao cinema, passear, ler, dormir ou ficar deitada no sofá a ver televisão serão algumas das hipóteses. A mãe saberá melhor do que ninguém o que fazer com esse precioso tempo que lhe oferecem. Acredite que esse presente será recebido com grande regozijo.

22 novembro 2009

Imagens para a Matemática

Os professores do Grupo de Matemática da Escola Secundária Francisco Rodrigues Lobo criaram o blog IMAGENS PARA A MATEMÁTICA que pretende reunir uma colecção crescente de imagens relacionadas com a Matemática que possam ser úteis aos professores desta disciplina na elaboração dos seus materiais de trabalho.

Aos colegas de Matemática agradeço desde já a vossa visita e a divulgação deste recurso que espero que vos seja útil.

A todos os outros agradeço que divulguem a quem julguem que o site possa servir.

24 setembro 2009

Discurso de Obama aos estudantes dos E.U.A.

Recebi por email da minha amiga Xana e achei que, de tão inspirador que é o texto, o deveria partilhar:
"Sei que para muitos de vocês hoje é o primeiro dia de aulas, e para os que entraram para o jardim infantil, para a escola primária ou secundária, é o primeiro dia numa nova escola, por isso é compreensível que estejam um pouco nervosos. Também deve haver alguns alunos mais velhos, contentes por saberem que já só lhes falta um ano. Mas, estejam em que ano estiverem, muitos devem ter pena por as férias de Verão terem acabado e já não poderem ficar até mais tarde na cama.
Também conheço essa sensação. Quando era miúdo, a minha família viveu alguns anos na Indonésia e a minha mãe não tinha dinheiro para me mandar para a escola onde andavam os outros miúdos americanos. Foi por isso que ela decidiu dar-me ela própria umas lições extras, segunda a sexta-feira, às 4h30 da manhã.A ideia de me levantar àquela hora não me agradava por aí além. Adormeci muitas vezes sentado à mesa da cozinha. Mas quando eu me queixava a minha mãe respondia-me: "Olha que isto para mim também não é pêra doce, meu malandro..."

Tenho consciência de que alguns de vocês ainda estão a adaptar-se ao regresso às aulas, mas hoje estou aqui porque tenho um assunto importante a discutir convosco. Quero falar convosco da vossa educação e daquilo que se espera de vocês neste novo ano escolar.

Já fiz muitos discursos sobre educação, e falei muito de responsabilidade. Falei da responsabilidade dos vossos professores de vos motivarem, de vos fazerem ter vontade de aprender. Falei da responsabilidade dos vossos pais de vos manterem no bom caminho, de se assegurarem de que vocês fazem os trabalhos de casa e não passam o dia à frente da televisão ou a jogar com a Xbox. Falei da responsabilidade do vosso governo de estabelecer padrões elevados, de apoiar os professores e os directores das escolas e de melhorar as que não estão a funcionar bem e onde os alunos não têm as oportunidades que merecem. No entanto, a verdade é que nem os professores e os pais mais dedicados, nem as melhores escolas do mundo são capazes do que quer que seja se vocês não assumirem as vossas responsabilidades.

Se vocês não forem às aulas, não prestarem atenção a esses professores, aos vossos avós e aos outros adultos e não trabalharem duramente, como terão de fazer se quiserem ser bem sucedidos. E hoje é nesse assunto que quero concentrar-me: na responsabilidade de cada um de vocês pela sua própria educação.

Todos vocês são bons em alguma coisa. Não há nenhum que não tenha alguma coisa a dar. E é a vocês que cabe descobrir do que se trata. É essa oportunidade que a educação vos proporciona.Talvez tenham a capacidade de ser bons escritores - suficientemente bons para escreverem livros ou artigos para jornais -, mas se não fizerem o trabalho de Inglês podem nunca vir a sabê-lo. Talvez sejam pessoas inovadoras ou inventores - quem sabe capazes de criar o próximo iPhone ou um novo medicamento ou vacina -, mas se não fizerem o projecto de Ciências podem não vir a percebê-lo. Talvez possam vir a ser mayors ou senadores, ou juízes do Supremo Tribunal, mas se não participarem nos debates dos clubes da vossa escola podem nunca vir a sabê-lo.No entanto, escolham o que escolherem fazer com a vossa vida, garanto-vos que não será possível a não ser que estudem. Querem ser médicos, professores ou polícias? Querem ser enfermeiros, arquitectos, advogados ou militares? Para qualquer dessas carreiras é preciso ter estudos. Não podem deixar a escola e esperar arranjar um bom emprego. Têm de trabalhar, estudar, aprender para isso. E não é só para as vossas vidas e para o vosso futuro que isto é importante.

O que vocês fizerem com os vossos estudos vai decidir nada mais nada menos que o futuro do nosso país. Aquilo que aprenderem na escola agora vai decidir se enquanto país estaremos à altura dos desafios do futuro.Vão precisar dos conhecimentos e das competências que se aprendem e desenvolvem nas ciências e na matemática para curar doenças como o cancro e a sida e para desenvolver novas tecnologias energéticas que protejam o ambiente. Vão precisar da penetração e do sentido crítico que se desenvolvem na história e nas ciências sociais para que deixe de haver pobres e sem-abrigo, para combater o crime e a discriminação e para tornar o nosso país mais justo e mais livre. Vão precisar da criatividade e do engenho que se desenvolvem em todas as disciplinas para criar novas empresas que criem novos empregos e desenvolvam a economia.Precisamos que todos vocês desenvolvam os vossos talentos, competências e intelectos para ajudarem a resolver os nossos problemas mais difíceis. Se não o fizerem - se abandonarem a escola -, não é só a vocês mesmos que estão a abandonar, é ao vosso país.

Eu sei que não é fácil ter bons resultados na escola. Tenho consciência de que muitos têm dificuldades na vossa vida que dificultam a tarefa de se concentrarem nos estudos. Percebo isso, e sei do que estou a falar. O meu pai deixou a nossa família quando eu tinha dois anos e eu fui criado só pela minha mãe, que teve muitas vezes dificuldade em pagar as contas e nem sempre nos conseguia dar as coisas que os outros miúdos tinham. Tive muitas vezes pena de não ter um pai na minha vida. Senti-me sozinho e tive a impressão que não me adaptava, e por isso nem sempre conseguia concentrar-me nos estudos como devia. E a minha vida podia muito bem ter dado para o torto. Mas tive sorte. Tive muitas segundas oportunidades e consegui ir para a faculdade, estudar Direito e realizar os meus sonhos. A minha mulher, a nossa primeira-dama, Michelle Obama, tem uma história parecida com a minha. Nem o pai nem a mãe dela estudaram e não eram ricos. No entanto, trabalharam muito, e ela própria trabalhou muito para poder frequentar as melhores escolas do nosso país.

Alguns de vocês podem não ter tido estas oportunidades. Talvez não haja nas vossas vidas adultos capazes de vos dar o apoio de que precisam. Quem sabe se não há alguém desempregado e o dinheiro não chega. Pode ser que vivam num bairro pouco seguro ou os vossos amigos queiram levar-vos a fazer coisas que vocês sabem que não estão bem.Apesar de tudo isso, as circunstâncias da vossa vida - o vosso aspecto, o sítio onde nasceram, o dinheiro que têm, os problemas da vossa família - não são desculpa para não fazerem os vossos trabalhos nem para se portarem mal. Não são desculpa para responderem mal aos vossos professores, para faltarem às aulas ou para desistirem de estudar. Não são desculpa para não estudarem. A vossa vida actual não vai determinar forçosamente aquilo que vão ser no futuro. Ninguém escreve o vosso destino por vocês. Aqui, nos Estados Unidos, somos nós que decidimos o nosso destino. Somos nós que fazemos o nosso futuro. E é isso que os jovens como vocês fazem todos os dias em todo o país.

Jovens como Jazmin Perez, de Roma, no Texas. Quando a Jazmin foi para a escola não falava inglês. Na terra dela não havia praticamente ninguém que tivesse andado na faculdade, e o mesmo acontecia com os pais dela. No entanto, ela estudou muito, teve boas notas, ganhou uma bolsa de estudos para a Universidade de Brown, e actualmente está a estudar Saúde Pública.

Estou a pensar ainda em Andoni Schultz, de Los Altos, na Califórnia, que aos três anos descobriu que tinha um tumor cerebral. Teve de fazer imensos tratamentos e operações, uma delas que lhe afectou a memória, e por isso teve de estudar muito mais - centenas de horas a mais - que os outros. No entanto, nunca perdeu nenhum ano e agora entrou na faculdade.

E também há o caso da Shantell Steve, da minha cidade, Chicago, no Illinois. Embora tenha saltado de família adoptiva para família adoptiva nos bairros mais degradados, conseguiu arranjar emprego num centro de saúde, organizou um programa para afastar os jovens dos gangues e está prestes a acabar a escola secundária com notas excelentes e a entrar para a faculdade.

A Jazmin, o Andoni e a Shantell não são diferentes de vocês. Enfrentaram dificuldades como as vossas. Mas não desistiram. Decidiram assumir a responsabilidade pelos seus estudos e esforçaram-se por alcançar objectivos. E eu espero que vocês façam o mesmo. É por isso que hoje me dirijo a cada um de vocês para que estabeleça os seus próprios objectivos para os seus estudos, e para que faça tudo o que for preciso para os alcançar. O vosso objectivo pode ser apenas fazer os trabalhos de casa, prestar atenção às aulas ou ler todos os dias algumas páginas de um livro. Também podem decidir participar numa actividade extracurricular, ou fazer trabalho voluntário na vossa comunidade. Talvez decidam defender miúdos que são vítimas de discriminação, por serem quem são ou pelo seu aspecto, por acreditarem, como eu acredito, que todas as crianças merecem um ambiente seguro em que possam estudar. Ou pode ser que decidam cuidar de vocês mesmos para aprenderem melhor. E é nesse sentido que espero que lavem muitas vezes as mãos e que não vão às aulas se estiverem doentes, para evitarmos que haja muitas pessoas a apanhar gripe neste Outono e neste Inverno. Mas decidam o que decidirem gostava que se empenhassem. Que trabalhassem duramente. Eu sei que muitas vezes a televisão dá a impressão que podemos ser ricos e bem-sucedidos sem termos de trabalhar - que o vosso caminho para o sucesso passa pelo rap, pelo basquetebol ou por serem estrelas de reality shows -, mas a verdade é que isso é muito pouco provável.

A verdade é que o sucesso é muito difícil. Não vão gostar de todas as disciplinas nem de todos os professores. Nem todos os trabalhos vão ser úteis para a vossa vida a curto prazo. E não vão forçosamente alcançar os vossos objectivos à primeira. No entanto, isso pouco importa. Algumas das pessoas mais bem-sucedidas do mundo são as que sofreram mais fracassos. O primeiro livro do Harry Potter, de J. K. Rowling, foi rejeitado duas vezes antes de ser publicado. Michael Jordan foi expulso da equipa de basquetebol do liceu, perdeu centenas de jogos e falhou milhares de lançamentos ao longo da sua carreira. No entanto, uma vez disse: "Falhei muitas e muitas vezes na minha vida. E foi por isso que fui bem-sucedido."Estas pessoas alcançaram os seus objectivos porque perceberam que não podemos deixar que os nossos fracassos nos definam - temos de permitir que eles nos ensinem as suas lições.

Temos de deixar que nos mostrem o que devemos fazer de maneira diferente quando voltamos a tentar. Não é por nos metermos num sarilho que somos desordeiros. Isso só quer dizer que temos de fazer um esforço maior por nos comportarmos bem. Não é por termos uma má nota que somos estúpidos. Essa nota só quer dizer que temos de estudar mais. Ninguém nasce bom em nada. Tornamo-nos bons graças ao nosso trabalho. Não entramos para a primeira equipa da universidade a primeira vez que praticamos um desporto. Não acertamos em todas as notas a primeira vez que cantamos uma canção. Temos de praticar.

O mesmo acontece com o trabalho da escola. É possível que tenham de fazer um problema de Matemática várias vezes até acertarem, ou de ler muitas vezes um texto até o perceberem, ou de fazer um esquema várias vezes antes de poderem entregá-lo.Não tenham medo de fazer perguntas. Não tenham medo de pedir ajuda quando precisarem.

Eu todos os dias o faço. Pedir ajuda não é um sinal de fraqueza, é um sinal de força. Mostra que temos coragem de admitir que não sabemos e de aprender coisas novas. Procurem um adulto em quem confiem - um pai, um avô ou um professor ou treinador - e peçam-lhe que vos ajude. E mesmo quando estiverem em dificuldades, mesmo quando se sentirem desencorajados e vos parecer que as outras pessoas vos abandonaram - nunca desistam de vocês mesmos. Quando desistirem de vocês mesmos é do vosso país que estão a desistir.

A história da América não é a história dos que desistiram quando as coisas se tornaram difíceis. É a das pessoas que continuaram, que insistiram, que se esforçaram mais, que amavam demasiado o seu país para não darem o seu melhor. É a história dos estudantes que há 250 anos estavam onde vocês estão agora e fizeram uma revolução e fundaram este país. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 75 anos e ultrapassaram uma depressão e ganharam uma guerra mundial, lutaram pelos direitos civis e puseram um homem na Lua. É a dos estudantes que estavam onde vocês estão há 20 anos e fundaram a Google, o Twitter e o Facebook e mudaram a maneira como comunicamos uns com os outros. Por isso hoje quero perguntar-vos qual é o contributo que pretendem fazer. Quais são os problemas que tencionam resolver? Que descobertas pretendem fazer? Quando daqui a 20 ou a 50 ou a 100 anos um presidente vier aqui falar, que vai dizer que vocês fizeram pelo vosso país?As vossas famílias, os vossos professores e eu estamos a fazer tudo o que podemos para assegurar que vocês têm a educação de que precisam para responder a estas perguntas. Estou a trabalhar duramente para equipar as vossas salas de aulas e pagar os vossos livros, o vosso equipamento e os computadores de que vocês precisam para estudar. E por isso espero que trabalhem a sério este ano, que se esforcem o mais possível em tudo o que fizerem. Espero grandes coisas de todos vocês. Não nos desapontem. Não desapontem as vossas famílias e o vosso país. Façam-nos sentir orgulho em vocês. Tenho a certeza que são capazes."


Entre muitos outros, este e este site também publicaram este texto.